06/09/2026
🌍 𝐐𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐦𝐮𝐝𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐨 𝐦𝐚𝐩𝐚, 𝐧ã𝐨 𝐦𝐮𝐝𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐨 𝐦𝐮𝐧𝐝𝐨 - 𝐦𝐮𝐝𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐨 𝐯𝐞𝐦𝐨𝐬.
A recente decisão da Assembleia-Geral das Nações Unidas de incentivar representações cartográficas que reflitam de forma mais rigorosa a dimensão dos continentes voltou a colocar a 𝐂𝐚𝐫𝐭𝐨𝐠𝐫𝐚𝐟𝐢𝐚 no centro do debate.
Durante séculos, a projeção de Mercator tornou-se uma das representações mais conhecidas do mundo. Criada no século XVI para responder sobretudo às necessidades da navegação, preserva ângulos e direções, mas distorce progressivamente as áreas à medida que nos afastamos do Equador.
O resultado é bem conhecido: a 𝐆𝐫𝐨𝐧𝐞𝐥â𝐧𝐝𝐢𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐞𝐜𝐞 𝐭𝐞𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐝𝐢𝐦𝐞𝐧𝐬ã𝐨 𝐬𝐞𝐦𝐞𝐥𝐡𝐚𝐧𝐭𝐞 à 𝐝𝐞 Á𝐟𝐫𝐢𝐜𝐚, quando, na realidade, Á𝐟𝐫𝐢𝐜𝐚 é 𝐜𝐞𝐫𝐜𝐚 𝐝𝐞 14 𝐯𝐞𝐳𝐞𝐬 𝐦𝐚𝐢𝐨𝐫.
📐 𝐌𝐚𝐬 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 é 𝐪𝐮𝐞 𝐢𝐬𝐭𝐨 𝐚𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐜𝐞?
Representar a superfície curva da Terra num plano implica inevitavelmente algum tipo de deformação. Por isso, existem diferentes 𝐩𝐫𝐨𝐣𝐞çõ𝐞𝐬 𝐜𝐚𝐫𝐭𝐨𝐠𝐫á𝐟𝐢𝐜𝐚𝐬, cada uma desenvolvida para preservar determinadas propriedades - áreas, formas, distâncias ou direções - de acordo com a finalidade do mapa.
A Equal Earth, desenvolvida em 2018, procura representar de forma mais fiel as proporções relativas das áreas continentais e é uma das alternativas promovidas pela resolução da ONU para contextos como educação, atlas, comunicação e informação institucional.
⚠️ Importa, no entanto, esclarecer: a projeção de Mercator não deixa de ter utilidade. Continua a ser particularmente adequada a determinadas aplicações de navegação, precisamente pelas propriedades que preserva.
A questão não é descobrir qual é “o mapa certo”, mas sim 𝐪𝐮𝐚𝐥 é 𝐚 𝐫𝐞𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐚çã𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐚𝐝𝐞𝐪𝐮𝐚𝐝𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞.
🌐 Na LS Engenharia Geográfica trabalhamos diariamente com informação geoespacial, cartografia e representação do território. Porque, por detrás de cada mapa, existem conhecimento científico, tecnologia e decisões técnicas que influenciam a forma como interpretamos o espaço que nos rodeia.
𝐂𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐞𝐫 𝐨 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐢𝐭ó𝐫𝐢𝐨 𝐭𝐚𝐦𝐛é𝐦 𝐬𝐢𝐠𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐫𝐞𝐞𝐧𝐝𝐞𝐫 𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐨 𝐫𝐞𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐚𝐦𝐨𝐬!