27/05/2015
E ai galera, ai vai a segunda parte de como nasceu o Som Automotivo.
ANOS 1950: MÍDIAS EXTERNAS E AUTOMATIZAÇÃO
A década de cinquenta revolucionou o som automotivo e o modelou como o conhecemos hoje. A primeira das revoluções foi o rádio FM, lançado pela Blaupunkt em 1952. Um ano depois a rival Becker lançou seu clássico Mexico, o primeiro rádio automotivo com sintonizador de duas bandas (AM/FM) e também o primeiro a ter um sistema de busca automática de estações. O sistema era relativamente simples: o botão de busca reduzia a sensibilidade do receiver, enquanto um motor elétrico girava o dial até que a recepção de um sinal mais forte o parasse. Na mesma época a Ford lançou o sistema Town and Country, que fazia basicamente o mesmo.
Em 1955 a Chrysler lançou o primeiro sistema a usar uma mídia externa. Não eram fitas nem cartuchos, como você deve ter imaginado, mas sim um tocador de discos de vinil (!). Batizado de Highway Hi-Fi, ele era, resumidamente, uma vitrola que funcionava em rotações mais baixas (16,66 RPM) e tinha o braço da agulha reprojetado e balanceado para não riscar os discos nem pular músicas nas irregularidades do piso. Funcionava surpreendentemente bem, mas a um preço muito caro: como os discos giravam mais devagar, foi preciso desenvolver um sistema proprietário chamado que limitou a oferta de discos e, consequentemente, a demanda pelo opcional. O maior problema, contudo, era a fragilidade decorrente da complexidade do mecanismo, e por isso a Chrysler tirou o sistema de catálogo em 1959.
Outros fabricantes como a CBS e a Philips tentaram fazer os seus toca-discos automotivos, também sem sucesso. Mas a ideia de ouvir suas próprias gravações no carro já estava lançada.