Parque Vila Galvão

Parque Vila Galvão NASCE UM BIOPARQUE

Pessoas que mudam um lugar, porque recusam a
modificá-lo. Sr. Durante vários anos, o lugar foi sua casa. Nascia ali, o Parque da Vila Galvão.

Sebastião, proprietário de vários lotes na Vila Galvão, parte do terreno em área brejada, com várias minas d’água e parte seca, com árvores nativas, principalmente Aroeiras antigas e Ipês. Distribuía o excesso d’água das nascentes, com os vizinhos e deixando intocadas as arvores, mesmo que estas possuam alto valor comercial...
A Prefeitura de Senador Canedo, encampou o local, Os lotes fo

ram remembrados e a rua eliminada, com a união de quadras, a área foi aumentada para 18.968,32 m2. Lago superior e Lago inferior, contidos por meio de barreiras de pedras argamassadas e ligados por descida d’água em degraus (artificial); Fonte Luminosa; Pistas de caminhadas em Paver; Pontes curvas, de madeira; Pista de Ciclismo; Calçadas e Passeios; Pergolados; Quiosques com Sanitários; Teatro de Arena; Playground; Áreas de exercícios com equipamentos ao ar livre; Cerca em torno da área úmida, preservando as Minas d’água e a umidade; Estacionamentos; Base da Guarda Municipal e uma Casa escola Ambiental. Plantação, na área úmida, de plantas típicas e espécies de flores do Brejo e gramado entre pistas, taludes e nas áreas não cercadas. Um presente para a comunidade local e futuras gerações.

Travessia sobre o brejo.
06/09/2017

Travessia sobre o brejo.

06/09/2017
Ponte entre lagos, cascata em degraus.
04/09/2017

Ponte entre lagos, cascata em degraus.

04/09/2017
Projeto Parque da Vila Galvão.
28/08/2017

Projeto Parque da Vila Galvão.

18/08/2017

A VIDA NO BREJO E O LUAR DO SERTÃO

Autoria do Prof. Rodolpho Caniato
As luzes da jovem e vaidosa Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, tinham sido substituídas, para mim, pela escuridão e também pelo luar do sertão, coisas que eu nunca imaginara até então. O céu da cidade, cuja presença eu nem notara, agora se apresentava num esplendor que me deixaria deslumbrado e cativo para o resto da minha vida. Era preciso aprender a andar na escuridão, pelos caminhos rústicos trafegados apenas a pé, por carroças ou algum cavaleiro. O luar desconhecido da cidade, agora, no meio rural, além da poesia, tornava os caminhos bem visíveis, mudava muito a vida da gente. Das noites no sertão ficaram em mim impressões e lembranças que nunca se apagariam.
Além do luar e do céu estrelado havia a familiaridade com todo um mundo de ruídos da noite: os latidos distantes dos cães que guardavam seus terreiros, as corujas e os curiangos piando seus solos e, como grande coral, o coaxar da saparia pelos brejos. Se todo o mato tem uma grande variedade de ruídos noturnos, os brejos têm algo de especial. Aí vivem, numa imensa variedade e proximidade, sapos, sapinhos, sapões, rãs e pererecas, além de aves, cobras e uma multidão de insetos aéreos e terrestres. No verão, essa variedade se enriquece com pirilampos que riscam com sua suave luz a escuridão da noite. É interessante que essa espantosa variedade de seres vivos “dá expediente” principalmente à noite. Toda essa imensa diversidade de vida “funciona” plenamente na mais completa escuridão.
Algumas dessas “descobertas” eu pude fazer muito cedo, ainda criança. Com um precário lampião a querosene ou com a mais “avançada tecnologia” da época: um lampião a carbureto. Com ele, eu fazia “expedições” para pescar em pequenos riachos ou para caçar rãs, logo depois das chuvas. A simples presença de uma pequena luz, não só mostra como alvoroça toda a vida do brejo, mas também a que existe ao seu redor. A forte impressão sobre a grande variedade de bichos e a presença perturbadora da luz sobre a vida do brejo ganhariam, no futuro, para mim, um significado muito maior.
Nota: Extraído do livro “Corrupira”, ainda inédito, do autor.

18/08/2017

PROJETO MODIFICADO do PARQUE VILA GALVÃO.

Marcos David Carneiro Domingues
14 de ago (Há 4 dias)


para adm.amma01


Bom tarde, Presidente da AMMA, Sr. Valdivino Baltazar da Fonseca.
Estamos encaminhando o projeto modificado do Parque da Vila Galvão, conforme solicitado por esta agência.
Visando à preservação de todas as nascentes do local, informamos que no atual projeto, foi eliminado totalmente, qualquer tipo de drenagem prevista.
O trajeto, das pistas de caminhadas (em Paver), foi alterado para evitar a passagem na região de brejo e nascentes, sendo que num pequeno trecho, em que não foi possível, será transposto por uma ponte artística em madeira. Foi alterado também, o formato da pista, quando encontram árvores no caminho.
Está prevista uma cerca (já na Divisão de Projetos) em torno de toda área úmida, preservando as Minas D’água e a umidade, com a construção (nos limites) de caixas de captação das águas superficiais, e lançando-as nos lagos.
Faremos a plantação, na área úmida, de plantas típicas, como: Buritis; palmitos; chorões e flores do brejo das espécies, Samambaia – Açu (xaxim) ; Bananeiras do brejo (helicônea rostrata) ; Papiro-brasileiro e Lírios do brejo... E preservando, todas as espécies existentes no local.

Att.

18/08/2017

A vida no brejo
Antonio Carlos Nunes Ferrari
14 de fevereiro de 2011

Brejo, alagado, alagadiço, charco, banhado, pântano, tremedal, paul e pantanal são designações utilizadas para um tipo especial de ecossistema de águas rasas e semi-paradas coberto com ervas de diversos tipos e tamanhos. O nome oficial adotado pelo IBGE para estes ecossistemas é “comunidades aluviais”. Internacionalmente, são conhecidos como “wetlands” (terras úmidas ou terras alagadiças).
A água é o elemento chave neste tipo de ecossistema. Para que o brejo exista, são necessárias algumas condições físicas. A primeira é a pouca inclinação do terreno, que retarda ou impede o escoamento das águas. A segunda é a existência de solos impermeáveis, impedindo ou dificultando a infiltração, e a terceira é a proximidade da rocha-mãe logo abaixo de uma fina camada de solos, ou a combinação destes fatores. Desde que as condições acima descritas existam, haverá a possibilidade de ocorrência de brejo, não importando se a área está situada próxima do mar, em planalto ou em serras.
Os brejos podem ser encontrados nas planícies adjacentes aos rios, em depressões ou em braços abandonados, recebendo as águas fluviais nos períodos de cheia. Ocorrem também nas margens de lagoas de água doce e salobra ou mesmo em depressões isoladas sem ligações com rios e lagoas. Um brejo pode ser permanente, temporário ou ter um núcleo permanente com uma zona no entorno onde o brejo se expande e se retrai de acordo com a época do ano.
A vegetação de brejo é formada predominantemente por uma variedade de ervas fixas no fundo, flutuantes livres ou flutuantes presas no fundo, dentre outras. Contudo, pode apresentar algumas árvores e arbustos. Nos livros técnicos de ecologia e biologia as ervas são chamadas de “macrófitas”.
A erva mais abundante nos brejos é a taboa ou tabua (Typha dominguensis), que cresce em tufos que podem atingir mais de 2 metros de altura. São comuns ainda peri-peris (Cyperus giganteus), samambaias-do-brejo (Achrosticum aureum), aguapés (Echornia crassipes), salsas-do-brejo (Jussiaea sp), salvínias (Salvinia auriculata), alfaces-d’água (Pistia stratiotes) e lírios-do-brejo (Hedychium coronarium). Este último é uma planta invasora originária da Índia. Provavelmente, sua introdução no país deve ter sido obra de algum paisagista imprevidente. Suas sementes são facilmente espalhadas por pássaros e em alguns brejos tende a se tornar dominante. A floração branca do lírio do brejo é facilmente distinguível, sendo um bom indicador de áreas alagadas rasas, assim como a presença de taboas.
Árvores e arbustos freqüentemente aparecem em brejos na forma de moitas ou de exemplares isolados. As árvores mais comuns são os ingás (Inga sp) e as caixetas (Tabebuia cassinoides). Há também canelas-do-brejo (Ocotea squamosa), carobas-miúda (J. tomentosa), carobas-d’água (Jacaranda nitida), malungus-do-brejo (Erytrina falcata), genipapos (Genipa americana), capororocas (Rapanea umbellata), araticuns (Anona palustris), congonha-do-rios (Ilex amara), pau-pretos (Humiria sp), pau-pombos (Tapirira guianensis), guairanas (Peschiera sp), guanandi (Calophyllum brasiliensis), a gameleiras-brava (Ficus obtusiscula), sangues-de-drago (Croton lagoensis), santa-rita (Laplacea fruticosa) e pau-breu (Symphonia globulifera).
As ervas macrófitas são o motor da vida dos brejos e a base da cadeia alimentar. Em íntima associação com bilhões de bactérias e minúsculos vegetais (“algas”) que vivem aderidos às folhas, elas retiram das águas circundantes enormes quantidades de nutrientes (fósforo, nitrogênio, etc). Ao mesmo tempo, as que tem contato com o fundo bombeiam através das raízes os nutrientes que estão enterrados no lodo, trazendo-os de volta para serem aproveitados pelos seres vivos. Estes mecanismos de alimentação fazem com que algumas ervas de brejo sejam uma máquina de crescimento sem similar no mundo vegetal. Estudos apontam uma produção anual de 6,5 a 8,5 kg de matéria orgânica por metro quadrado de brejo. Aguapés dobram de peso em 12 dias e 10 plantas colocadas em boas condições serão, depois de oito meses, 650.000! Fechando o ciclo, a morte e o apodrecimento das ervas libera os nutrientes presos no corpo da planta, fertilizando e adubando as águas.

17/08/2017

Endereço

Vila Galvão/Senador Canedo/
Senador Canedo, GO
75250

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