18/01/2026
2016 parece longe. Mas foi ali que tudo começou.
Foi o ano da minha colação de grau, depois de uma greve que adiou a formatura. O ano em que eu estagiava, fazia freelas para outros arquitetos e designers, apresentei meu TCC sobre sustentabilidade e fui aprovada com louvor. Também foi o ano em que passei em primeiro lugar no mestrado, conquistando a única bolsa disponível.
Naquele momento, o MHM Estúdio ainda não existia como estúdio. Eu assinava meus projetos como Marcela Pádua. O Maurício já caminhava comigo, e pouco tempo depois o escritório começaria a ganhar forma, propósito e identidade.
Desde o início, a arquitetura sempre foi mais do que executar projetos. Era sobre pensar, pesquisar, observar, viajar, sentir os espaços. Os roteiros arquitetônicos, como essa visita ao Museu Oscar Niemeyer, sempre fizeram parte da nossa formação e do nosso repertório.
A Marcela de 2016 sonhava em ter um escritório. Não imaginava os desafios, mas também não imaginava o quanto seria possível construir com consistência, estudo e trabalho real. Hoje, olhando para trás, f**a claro: cada etapa valeu a pena.
Se eu pudesse deixar um recado para aquela Marcela, seria simples: vá com calma. Um projeto de cada vez. O crescimento sólido constrói muito mais do que pressa.
Dez anos depois, seguimos com o mesmo propósito: fazer arquitetura com técnica, sensibilidade e responsabilidade. Menos quantidade. Mais qualidade. Mais intenção em cada escolha.