29/01/2019
Repassando...
BARRAGENS ROMPEM POR EXCESSO DE "GESTÃO" E FALTA DE ENGENHARIA
A crise, o oportunismo e a ganância mudam a escala de valores e prioridades da sociedade.
Engenheiros experientes, no auge do conhecimento, são praticamente enterrados vivos pelo mercado de trabalho, não se trata de octagenârios, 30 anos já está "obsoleto", mas pode piorar, se for mulher, tiver filhos pequenos ou for negro, é quase um pária.
Os substitutos são recém-formados bem intencionados, mas inexperientes com um monte de "títulos"... MBA, PMI, desruptivo, conectado, multi-tarefa, todavia, para grande parte das atividades, as tecnologias não são tão avançadas, que se possa prescindir de experiência, quando se trata de engenharia, isto pode implicar em perdas materiais e vidas humanas.
Processos são mapeados por quem nunca pôs os pés no barro, metodologias são propostas por analfabetos em física e química, equipes são montadas sem critério técnico, desconhecedores de leis e normas, montadores de projetos financeiros irresponsáveis, riscos são levantados por inexperientes, ora subestimados, ora superestimados, propondo respostas equivocas, que fazem as empresas jogarem dinheiro fora, ISTO NÃO É "COMPLIANCE" É O CONTRÁRIO DELA, mas a esmagadora maioria dos "gerentes de projeto" não tem a menor idéia sequer de onde estão errando, mas ganham 1/5 de um profissional capacitado, então, muitas empresas acham que compensa.
Chegamos ao Estado, vamos malhar o IBAMA, insinuar negligência, imprudência, imperícia, corrupção, tudo isto pode ocorrer, mas não é o pior, o IBAMA está sendo desmantelado com método à décadas (oxalá está tragédia sirva para mudar), temos leis propositadamente ruins, somadas à nossa tradicional impunidade, para quem tiver muito dinheiro, f**a barato destruir patrimônios alheios e sacrif**ar vidas humanas, o Estado finge que faz e jogar dinheiro fora.
O Brasil precisa saber que está em grave risco, a maior parte da nossa infraestrutura está podre (hidroelétricas, ferrovias, estradas, linhas de transmissão, saneamento, etc.), já passou do tempo de vida útil, a anos, sem revitalização ou reforma, para piorar, são super utilizadas, por falta de novas.
As consequências já são sentidas, grande parte dos acidentes automobilísticos por exemplo, são causados pelas péssimas condições e inadequação das estradas.
A infraestrutura precisa ser tratada como política de estado e segurança nacional, o tempo urge; o novo governo tem obrigação de criar um ambiente institucional, financeiro e político seguros, para que o capital privado nacional e estrangeiro se sintam estimulados a investir, do contrário, muitas mais vítimas de tragédias virão.