07/10/2026
Na reabilitação do assoalho pélvico, força muscular é apenas uma parte da avaliação. Também importam a capacidade de recrutar as fibras no momento adequado, sustentar a contração, repetir esforços rápidos e, principalmente, retornar ao repouso.
É essa alternância que o Protocolo de Glazer organiza na avaliação eletromiográfica. O método observa a atividade bioelétrica em diferentes etapas, incluindo repouso inicial, contrações rápidas, contrações tônicas, resistência e repouso final. Assim, o traçado ajuda a reconhecer padrões distintos: um paciente pode apresentar baixo recrutamento, enquanto outro mantém atividade elevada mesmo quando deveria relaxar.
Essa diferença tem implicação prática. Fraqueza e hiperatividade do assoalho pélvico não pedem a mesma estratégia terapêutica. Com o biofeedback eletromiográfico, a resposta muscular torna-se visível em tempo real, favorecendo tanto a análise objetiva pelo profissional quanto o aprendizado motor do paciente durante a reabilitação.
Na sua prática, qual etapa costuma ser mais desafiadora: melhorar a contração ou ensinar o relaxamento? Responda nos comentários.
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