07/08/2026
A forma como o acelerômetro é fixado no maquinário define o quanto você pode confiar na leitura de vibração. Ponteira, magneto de 2 polos, magneto plano, pastilha colada, adesivo e parafuso são as opções mais comuns, e cada uma delas move a frequência de ressonância do sensor para um ponto diferente. Fixações mais soltas antecipam essa ressonância e reduzem a faixa de frequência confiável.
O parafuso segue como a técnica mais rígida e com maior alcance de frequência, ideal para pontos de coleta fixos. Pastilha colada e adesivo aparecem como boas opções não destrutivas, também com bom desempenho.
Além da fixação, vale entender como o sensor funciona por dentro.
O acelerômetro opera com base no princípio massa-mola, e sua ressonância costuma f**ar bem acima da faixa de uso do sensor, que vai de 5Hz a 10kHz, com o pico de ressonância próximo aos 20kHz.
Essa característica permite versões extremamente compactas, algumas do tamanho da cabeça de um parafuso. Só que, nesses casos, o sinal precisa passar por um amplif**ador de carga externo, o que exige cabeamento especial e mais cuidado no manuseio. Já os modelos com amplif**ador interno eliminam essa necessidade de cabos especiais, com a contrapartida de um corpo um pouco maior.
Entre as vantagens do acelerômetro estão o encapsulamento robusto e hermético, o tamanho compacto, a ampla faixa de frequência e a imunidade a interferência magnética. O ponto de atenção f**a por conta dos modelos com amplif**ador externo, que dependem de fonte própria e de cabos mais delicados.
A combinação certa entre tipo de sensor e técnica de fixação é o que garante confiabilidade na sua rotina de manutenção preditiva.
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