Fazemos parte de uma iniciativa de desenvolver produtos finais a partir de ideias. Sabemos que para criar este tipo de organização é preciso de uma estrutura muito robusta e competências desafiadoras. Bem pequeno, mas começamos. Juntos, compramos uma impressora 3D. Prototipar produtos que idealizávamos e aprender parte do processo que tanto nos agrada: o desenvolvimento de hardware. Para começar t
ivemos que ler o manual inteiro da impressora que tinha características singulares e seu funcionamento não era tão simples como imaginávamos. Lemos, relemos e finalmente aprendemos tudo sobre a nossa impressora. Depois de saber como nosso querido instrumento funcionava, precisávamos fazê-lo trabalhar. Felizmente, parte do nosso time já possuía uma boa bagagem em programas CAD, permitindo que a nossa próxima missão fosse apenas o aperfeiçoamento de nossas habilidades. Finalmente, nos lançamos no mercado. Fomos para diversas feiras de prototipação, bares, restaurantes, lojas e todos os estabelecimentos que imaginávamos para mostrar a nossa iniciativa e descobrir quem poderia ter interesse. E alguns acharam a iniciativa interessante. Conseguimos vender impressões personalizadas como chaveiros, bonecos, placas de identificação e outras coisas. Ótimo, estávamos conseguindo esboçar parte do nosso desejo inicial: transformar a ideia das pessoas em produtos finais utilizando somente a impressora, por mais básicas que elas fossem. Mas sabíamos que não poderíamos parar por aí. Se um dia quiséssemos desenvolver produtos mais robustos, precisaríamos ser mais audaciosos, ousados e migrar um pouco do ambiente de manufatura aditiva. Mal sabíamos nós que estávamos prestes a chegar nesse dia. Estávamos conversando com o dono de um bar, mostrando nossos serviços quando de repente ele pergunta: "Vocês também fazem abridor de cerveja de metal?” Sem fazer ideia de qual seria o processo de produção, apenas respondemos em uníssono: “Mas é claro." De duas coisas nós sabíamos: desenhar o abridor seria tarefa fácil mas a impressão 3D não geraria um material resistente o suficiente para abrir cervejas. Então, começamos a conhecer o ecossistema de produção de produtos e fomos a uma fábrica de corte a laser. Lá conseguimos produzir o abridor e fechamos uma venda de 20 unidades. Esse evento representou um passo muito importante para a Pico Labs. Sim, no presente momento desenhamos e vendemos chaveiros personalizados, bonecos, placas de identificação e qualquer coisa que possa ser impressa em nossa máquina. Também desenhamos e vendemos abridores de cerveja construídos de aço com uma máquina que sequer é nossa. Mas lembrem-se, estamos focados em um objetivo: captar as mais diversas ideias, aprendendo seus diferentes processos de fabricação e finalmente conseguir de fato transformá-las em produtos. Pico Labs, construindo o impossível.