03/12/2025
Multifamily, Coworking, Coliving, Senior living e agora o Cohousing.
O conceito de Coliving é antigo e remetia a comunidades hipongas que se isolavam da sociedade em um tipo de anarquismo existencial. Mas o Coliving do século 21 é um pouco diferente, mesmo que o fundamento de compartilhamento de espaços seja o mesmo. Neste sentido surge o Cohousing, onde permanece o conceito de compartilhamento, mas apenas das áreas comuns. Os moradores contam com suas próprias casas e com seus espaços de uso privativo, mas todo o resto é compartilhado. O modelo pode atender a todo tipo de faixa etária, inclusive a demanda crescente do público da terceira idade, o que é extremante positivo, pois permite a interação entre os moradores de todas as idades. Espaços de serviços como lavanderias, coworking, jardins, hortas, academias, salão de jogos, são compartilhados. A grande diferença para os atuais condomínios está em um modelo de moradia privativa mais compacta, pois pode contar com outros tipos de serviços compartilhados, como, creches, restaurantes, sala de ferramentas, local para lavagem de carros, etc. Em um momento, onde os custos de moradia estão pesando cada vez mais no orçamento das famílias em todo o mundo, o modelo passar a ser uma alternativa.
Outro ponto diferencial é quanto a gestão. O Cohousing demanda uma gestão mais colaborativa gerando a necessidade de um maior envolvimento de todos os moradores quanto ao uso dos espaços compartilhados e nas questões operacionais.
Resultado:
Maior interação social e sensação de pertencimento
Maior economia, tanto no custo do imóvel mais compacto, quanto no custo operacional
Mais sustentabilidade e eficiência.
Que tal envelhecer em uma comunidade formada por amigos de longa data, com todos os serviços de um grande condomínio e com um custo menor?
Marcelo Pacheco
Arquiteto e Urbanista
CEO da Casa do futuro e da Ecohouses empreendimentos