03/11/2021
Assim que o carro é abastecido, muitos não notam diferença no funcionamento do veículo. Isso porque o novo combustível se mistura com o existente no tanque e, se o tanque estiver na metade com um combustível bom, pode não causar muitos sintomas. Mas, se o tanque estiver vazio e o combustível novo for ruim, alguns sintomas surgem poucos quilômetros depois de abastecer.
O principal sintoma é a perda de potência do motor, em casos graves de adulteração. O carro engasga, perde a marcha-lenta, f**a fraco nas arrancadas e subidas. Nos veículos com injeção eletrônica de combustível (a maioria atualmente), uma luz amarela com o símbolo de um motor pode acender no painel. A recomendação neste caso é levar o veículo imediatamente a uma oficina, esvaziar o tanque e abastecer com combustível de qualidade.
No entanto, quando a adulteração ocorre por adição de etanol acima do limite na gasolina, ou água acima do limite no etanol hidratado, os sintomas são mais sutis, principalmente nos veículos com tecnologia flexfuel, bicombustíveis, que funcionam com gasolina ou etanol em qualquer proporção de mistura.
Neste caso, o principal sintoma é o aumento de consumo. Vale a pena f**ar de olho no medidor de consumo instantâneo e médio do computador de bordo ou, na ausência dele, fazer o registro da quilometragem assim que abastecer. Caso perceba aumento de consumo, com certeza o combustível não estava de acordo com as especif**ações da ANP.
O uso constante de combustível adulterado pode causar problemas em diversos componentes do veículo, como nas velas de ignição, catalisador, bomba e filtro de combustível. Em casos mais graves, pode causar ainda corrosão interna nos componentes do motor e contaminar o óleo lubrif**ante. Por isso, é importante f**ar atento à qualidade.
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