18/05/2026
O fim da operação dos F-5 na Coreia do Sul
A Coreia do Sul foi um dos principais operadores do caça norte-americano F-5, tendo usado a aeronave por mais de 50 anos como peça central de sua defesa aérea.
Aquisição e quantidade -
Os primeiros F-5 chegaram ao país no final dos anos 1960, como parte do apoio militar dos Estados Unidos. Ao longo dos anos, a Força Aérea Sul-Coreana recebeu e também produziu localmente o modelo — foram cerca de 200 unidades no total, entre as versões de caça (F-5A, F-5B, F-5E, F-5F) e de reconhecimento.
A Coreia do Sul não só recebeu as aeronaves prontas dos Estados Unidos, como também passou a fabricá-las sob licença por meio da sua indústria nacional, na época a Korea Aerospace Industries.
As unidades produzidas localmente receberam a designação KF-5, com versões como o KF-5E (caça) e o KF-5F (treinamento e combate), e foram montadas a partir da década de 1970.
Essa produção foi um passo muito importante para o país, pois permitiu que eles desenvolvessem conhecimento e capacidade industrial, o que anos depois levou à criação de aviões próprios, como o T-50 e o moderno KF-21.
Função e atuação -
Por décadas, os F-5 foram responsáveis por missões de defesa aérea, interceptação de aeronaves inimigas, apoio a tropas terrestres e treinamento de pilotos. Eles eram ideais para o contexto da península coreana por serem ágeis, de baixo custo de operação e fáceis de manter — características importantes para um país que precisava de uma força aérea numerosa e pronta para agir rapidamente.
Fim da operação e legado -
A partir dos anos 2000, os F-5 começaram a ser substituídos por aeronaves mais modernas, como o F-15K e o KF-16, e mais tarde pelo caça nacional KF-21. Mesmo assim, muitos deles continuaram em operação até meados dos anos 2020. Hoje, eles estão sendo substituídos, mas foram considerados fundamentais para a construção da capacidade aérea sul-coreana, tendo servido como base para o desenvolvimento da indústria aeronáutica e da formação de milhares de pilotos sul coreanos
Modernização
Na Coreia do Sul, o foco da modernização foi 100% estrutural e de durabilidade: reforçaram asas, fuselagem, trem de pouso, revisaram motores e sistemas hidráulicos/elétricos, tudo para aumentar a vida útil, manter voando com segurança e evitar acidentes.
Não mudaram quase nada em aviônicos, radar, painéis, computadores, armamento continuaram os mesmos dos anos 70/80. Não ganharam capacidade de combate nova, só para durarem mais tempo.
Eles foram mantidos mais como aeronaves de treinamento e apoio, não como caças de combate modernizados.
Atualmente, estima-se que cerca de 80 a 90 unidades do F-5 ainda permanecem em operação na Força Aérea da Coreia do Sul.
Eles são utilizados principalmente para treinamento avançado e missões secundárias, já que as funções de combate principal foram transferidas para aeronaves mais modernas. A previsão é de que esses aviões sejam totalmente aposentados por volta de 2030, quando deverão ser substituídos totalmente pelo KF-21
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