04/03/2026
Adolfo Kaminsky nasceu em 1925, em Buenos Aires, numa família judia de origem russa, e cresceu na França. Ainda adolescente, trabalhou como aprendiz de tintureiro e aprendeu química aplicada a tintas, manchas e corantes, algo que mudaria sua vida na guerra.
Em março de 1944, já escondido em Paris ocupada pelos nazistas, a Resistência Francesa enfrentava um problema “impossível”, documentos preenchidos com a tinta waterman azul não podiam ser alterados. Kaminsky afirmou que conseguia apagar aquela tinta, e o ácido láctico fazia isso.
A partir daí, ele entrou para uma célula clandestina e passou a produzir e alterar passaportes, certidões, carnês de racionamento e salvo-condutos, removendo marcações como “juif” e “juive” e trocando nomes para evitar deportações. A demanda chegava a centenas de pedidos por semana.
Em uma missão, precisaram falsificar documentos para 300 crianças em apenas três dias. Ele trabalhou dia e noite até desmaiar de exaustão. O cálculo que guiava tudo era simples e cruel, em uma hora, ele conseguia fabricar 30 documentos, se dormisse uma hora, 30 pessoas poderiam morrer.
Depois da guerra, ainda na clandestinidade, ele continuou falsificando documentos para diferentes causas até o início dos anos 1970. Kaminsky morreu em Paris em 9 de janeiro, aos 97 anos.
Fonte: BBC News Brasil.