21/03/2018
SOBRETAXA IMPOSTA POR TRUMP
Utilizando medidas protecionistas, ou seja, a serem tomadas no sentido de favorecer as atividades econômicas internas, reduzindo e dificultando ao máximo a importação de produtos e a concorrência estrangeira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no último dia 08 a criação de novas taxas para as importações de aço e alumínio em 25% e 10%, respectivamente, preocupando o comércio mundial.
Entenda o assunto.
Um dos objetivos de Trump com a sobretaxa é atingir a China. Só para ter uma ideia, em 2017 o Brasil produziu 34,365 milhões de toneladas de aço bruto, já a China produziu 831,730 milhões, que correspondem a 49,2% do aço mundial: o que o Brasil produziu em 1 ano a China produziu em aproximadamente 15 dias. No entanto, a China representa apenas 2%, do aço importado pelos Estados Unidos. Hoje, os principais exportadores de aço para os Estados Unidos são Canadá, Brasil, Coreia do Sul, México e Turquia.
Mas se a China representa apenas 2% das importações americanas, por que a preocupação?
Hoje existe um excesso de capacidade de produção de aço no mundo de mais de 700 milhões de toneladas, deste excesso 400 milhões estão na China.
Existem vários processos de dumping contra a China, por isso o país não consegue exportar diretamente seu produto. Porém, umas das preocupações do Presidente Trump é com o que se chama de circunvenção: uma prática desleal pela qual, por meio da burla na aplicação de uma medida de defesa comercial em vigor (antidumping ou medidas compensatórias), a China exporta aço para um terceiro pais. Estes recebem a commodity, modificando algum documento que comprove a origem e importam para os Estados Unidos.
Desta forma, entra a seção 232 que faz parte de uma lei de 1962, permitindo aos EUA dificultar a entrada de produtos estrangeiros alegando questões de segurança.
Como estas medidas vão impactar nosso mercado siderúrgico?
De sua opinião e aguardem nossa próxima publicação.
Fontes: Valor Econômico; Instituto Aço Brasil, G1, Estadão, The New York Times.
Foto: Metallurgical Engineers' World