08/05/2026
O papel da classificação na gestão do risco de barragens
A Classificação de Barragens pautada na Categoria de Risco (CRI) e Dano Potencial Associado (DPA) funciona como eixo central de organização do trabalho técnico e da destinação de recursos.
Alterações em CRI e DPA impactam diretamente a forma como a gestão enxerga risco e distribui recursos entre as barragens, ajustando foco entre intervenções estruturais, fortalecimento do PAE e ações de monitoramento. Em geral, quanto mais elevadas as combinações de CRI e DPA, maior a tendência de concentração de atenção técnica, revisões de segurança e orçamento nessas estruturas, enquanto barragens em categorias mais baixas permanecem em rotinas de manutenção e acompanhamento preventivo.
Na relação com fiscalizadores, a barragem em CRI alto passa a ter maior visibilidade, principalmente quando a alteração do Nível de Segurança (NSB) ou do Nível de Perigo Global da Barragem (NPGB) exigem protocolos junto aos órgãos ou a realização de Inspeções de Segurança Especiais. Em alguns contextos, a defesa civil também passa a acompanhar de forma mais próxima a evolução das condições da estrutura, para que possa, se necessário, deixar os recursos previstos no Plano de Contingência Municipal de prontidão.
Nesse cenário, a integração de CRI, DPA, NSB e NPGB na gestão otimiza a alocação de orçamento e confere coerência às decisões do empreendedor, conectando indicadores técnicos à linguagem de risco e de negócio.
Na Geometrisa, atuamos na camada técnica da segurança de barragens, com foco em monitoramento e diagnósticos que subsidiam a priorização de ações e investimentos com base em critérios objetivos e bem documentados.