11/10/2025
Hoje tive a honra de reencontrar a deputada Luizianne Lins no momento do desembarque, depois de sua missão em terras tão difíceis. Mais que política, o que vejo é coragem – aquela coragem que poucos têm.
Ela foi até Israel integrando a missão humanitária da Flotilha Global Sumud, com o objetivo de levar alimentos, remédios, esperança para crianças e famílias que vivem sob condições duríssimas na Faixa de Gaza. 
E não foi uma viagem fácil de corpo ou alma: foi presa em Ketziot, no deserto de Negev, resistiu à deportação acelerada que lhe ofereceram, convivendo com condições duras — sem assinar o documento que considerou abusivo, em solidariedade ao grupo que viajava com ela. 
Me emociona pensar na força que exige de uma mulher, deputada, mãe talvez de ideais tão grandes, ir tão longe para estender a mão, mesmo sabendo dos riscos. Se fosse um homem, admito: a barreira de enfrentar tudo aquilo seria igualmente grande — mas ainda assim, talvez não houvesse tanta exposição, tanta cobrança, tanto peso sobre ombros já sobrecarregados pela expectativa de sermos firmes, fortes e compassivos ao mesmo tempo.
Mas ali estava ela, enfrentando tudo isso, movida por uma convicção de justiça, por empatia com quem sofre, por dignidade. Sem desistir, sem recuar.
É justo, sem partido, sem polarização, dizer: encanto ver essa força. Respeito essa coragem. Que o retorno dela ao Brasil traga também reconhecimento, apoio, solidariedade, porque pessoas assim levantam não só bandeiras, mas esperanças.
Obrigada, por ousar ir onde muitos preferem olhar de longe.