19/05/2026
Os dados chegam separados.
Sistemas supervisórios entregam nível e defluência.
O modelo meteorológico entrega precipitação prevista.
A ENA chega no relatório semanal.
Cada camada cumpre seu papel, mas nenhuma delas responde à pergunta que importa na Sala de Controle quando a afluência começa a cair: o déficit está acumulando na bacia ou o sistema aguenta mais um ciclo seco?
O balanço hídrico operacional integra precipitação observada, evapotranspiração, armazenamento e vazão numa leitura contínua do estado hídrico da bacia. No início deste ano (PMO referente à 03 a 09 de janeiro de 2026), o subsistema SE/CO registrou 42% de armazenamento, contra 62% no mesmo período de 2025.
Com El Niño em formação e com grandes chances de ser forte ou muito forte, a irregularidade das afluências comprime a janela entre previsão e ação. Agir dentro dela exige previsão de afluência calibrada por bacia, não pela média do SIN, com horizonte de até 15 dias e cenários probabilísticos que tornam a incerteza explícita.
Com essa leitura estruturada, o diálogo com o ONS ganha lastro técnico, a operação em cascata passa a ter critério de antecipação e a decisão de defluência sai do julgamento pontual para um protocolo com gatilho documentado.
Descobrir o déficit quando o nível do reservatório já sinaliza é caro, mas rastreável. Descobrir sem protocolo é só caro.
Sua equipe está pronta para as mudanças que estão por vir?