23/07/2026
Visitar exposições sempre faz parte dos meus percursos por São Paulo.
É claro que as obras são o ponto de partida. Mas, como arquiteta, há outro elemento que sempre desperta meu olhar: a expografia.
Observar como um espaço é concebido para receber uma exposição é entender, na prática, como arquitetura, luz, materiais e circulação trabalham juntos para criar uma narrativa. Cada escolha influencia a forma como percebemos, sentimos e nos conectamos com o conteúdo.
Nesta viagem, duas exposições me marcaram especialmente: "Natureza Tecida — Somos Um Único Fio", de Sandra Anselmi, no Mata Lab, e "Sou o Outro do Outro", de Es Devlin. Apesar de propostas completamente diferentes, ambas mostram como o espaço pode ser um elemento ativo da experiência, conduzindo o visitante por meio da luz, da materialidade, da escala e do percurso.
São essas vivências que enriquecem o repertório de quem projeta. Porque boas referências não vêm apenas de edifícios icônicos, mas também de instalações, museus e exposições que nos fazem refletir sobre a relação entre pessoas, espaços e emoções.
No fim, arquitetura também é isso: desenhar percursos que despertem sensações e criem experiências memoráveis.
Qual exposição mais marcou o seu olhar sobre arquitetura ou design?