A verdadeira arquitetura é uma expressão de sua época. O motivo da adoção da contemporaneidade em nossos projetos é a honestidade de propósitos e o reconhecimento de que o movimento moderno deve ter seqüência (deconstrutivismo, alta tecnologia ou mesmo regionalismo - sem abrir mão das conquistas tecnológicas).A 'arquitetura é 10% inspiração e 90% transpiração', e esta inspiração é relativa. Em alg
uns casos ela é maior, quando a verba o permite, ou menor, quando as limitações nos forçam a resoluções mais simples. O arquiteto deve ser versátil e criativo. O domínio dessa prática contribuirá para descaracterizá-lo como profissional de elite. Quando projetamos cada caso é um caso. Não podemos ser artistas em todos.As vezes as fontes de inspiração são meros condicionantes construtivos (modulação em obras maiores, repetitivas); dados funcionais (em uma indústria, por exemplo) ou dados indutivos (em um shopping, onde deverá existir uma 'indução' ao consumo). Enfim a arquitetura é complexa e sua característica não é apenas estética. O objetivo ao desenvolvermos nossos projetos (Campus Universitário, Shoppings Temáticos, Centros Empresariais, Edifícios Comerciais etc.), volta-se claramente a resolução de problemas específicos. Quanto aos materiais, eles adaptam as circunstâncias. Se o problema é rapidez de execução da obra, leveza estrutural ou expressão tecnológica, utilizamos o aço. Esta utilização da estrutura metálica tem caracterizado nossa produção, mas o concreto, a madeira e a alvenaria também têm sido utilizados em função do projeto. Cada material tem sua peculiaridade e sua linguagem. Os materiais são nossa matéria-prima, assim como eram as tintas, as cores e as texturas para o pintor acadêmico. Observamos a arquitetura como artefato de um ser racional, de transformação da natureza, produzida pelo homem, onde suas formas geométricas resultam dessa lógica, em contraste harmonioso com as formas orgânicas originais da própria natureza.Nosso trabalho é definido como algo em constante elaboração e aprimoramento. A velhice somente chega quando termina a curiosidade. Assim, nos consideramos contemporâneos e jovens. Contemporâneos enquanto postura e não como seguidores de modismos passageiros. Jovens enquanto curiosidade pelas coisas da própria vida.