03/09/2026
Cenário internacional segue desafiador, enquanto inflação americana dá sinais melhores
Agosto foi marcado pela continuidade das tensões no Oriente Médio. Apesar do ambiente geopolítico ainda bastante delicado e das oscilações do petróleo ao longo do mês, o mercado mostrou capacidade de absorver parte dos impactos, sem uma escalada contínua das cotações.
Os riscos, porém, permanecem: o Brent encerrou agosto próximo de US$ 90 por barril e as restrições no Estreito de Hormuz continuam sendo acompanhadas de perto.
Nos Estados Unidos, vieram sinais mais positivos da inflação. O índice de preços ao consumidor avançou apenas 0,1% em julho, enquanto a inflação acumulada em 12 meses recuou de 3,5% para 3,4%. O núcleo da inflação ficou em 2,5% em 12 meses, reforçando uma leitura mais favorável sobre a trajetória dos preços.
No Brasil, o foco se volta para a atividade econômica. Depois de um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, os indicadores passam a ser observados sob a perspectiva de uma economia que tende a perder velocidade, tornando a trajetória do PIB e os próximos movimentos da política monetária pontos importantes para empresas e investidores.
Para a indústria, o cenário continua exigindo atenção. Juros, inflação, câmbio, petróleo e atividade econômica seguem diretamente ligados aos custos, aos investimentos e às decisões das empresas.
Esse foi o Panorama Furnax de agosto. Informação para entender o cenário e tomar melhores decisões.