Marinheiros Particulares do Brasil

Marinheiros Particulares do Brasil O objetivo desta comunidade é compartilhar com o mundo náutico um pouco da profissão dos Marinheiros Particulares do Brasil. Whatsapp (48)984611646

Antigamente os proprietários de barco se preocupavam em contratar apenas marinheiros que tivessem o minimo de conhecimento no mar. Os tempos mudaram e agora a segurança se tornou prioridade para esses empresários. O avanço da tecnologia, a sofisticação das novas embarcações, instrumentos, equipamentos de navegação e a introdução de novas tecnologias a bordo como: a informática, eletrônica e teleco

municações, tornam a tarefa do Marinheiro Particular mais complexa e de alta responsabilidade. Acompanhando o crescimento e evolução do mercado náutico, eu criei esta comunidade no facebook justamente para que empresas, estaleiros,donos de barcos e o publico em geral possam encontrar informações atualizadas sobre os profissionais que atuam na área de Marinharia. Curta, Comente e compartilhe a nossa Fanpage. Um abraço e Bons Mares :)

Ney Broker

EXISTIU UM TEMPO EM QUE VIAJAR DE BARCO ERA O MELHOR NEGÓCIO PARA UM MARINHEIROQuem navegou nos anos 80 e 90 provavelmen...
23/07/2026

EXISTIU UM TEMPO EM QUE VIAJAR DE BARCO ERA O MELHOR NEGÓCIO PARA UM MARINHEIRO

Quem navegou nos anos 80 e 90 provavelmente vai se lembrar dessa época.

Quando o patrão dizia:

— Vamos levar o barco para Angra dos Reis.

A maioria dos marinheiros queria ser escalada para a viagem.

Muita gente hoje pode pensar que era apenas pelo passeio, experiência ou pelas paisagens. Claro que isso também contava. Mas existia outro motivo que fazia toda a diferença.

Naquela época, além do salário, a tripulação recebia uma diária para cobrir as despesas da viagem.

Fazendo uma correção aproximada pela inflação, aqueles R$ 50 por dia equivaleriam hoje a algo entre R$ 250 e R$ 350.

Era dinheiro para pagar café, almoço, jantar e as despesas da viagem.

O melhor de tudo era que o salário ficava praticamente inteiro para a família.

Enquanto eu estava navegando, minha esposa recebia o salário em casa, e eu me mantinha durante a viagem com as diárias.

Para quem estava construindo uma família, isso fazia uma diferença enorme.

Viajar deixava de ser apenas uma obrigação profissional.

Também ajudava a melhorar a renda da casa.

Foi em uma dessas viagens que aconteceu uma das histórias mais engraçadas da minha carreira.

Meu aniversário é dia 29 de fevereiro.

Como essa data só aparece de quatro em quatro anos, quando ela chegava, sempre rendia uma comemoração.

Estávamos voltando de Angra dos Reis para Florianópolis.

No caminho, fizemos uma parada no Guarujá, em São Paulo.

Meu irmão olhou para mim e disse:

— Hoje quem paga sou eu. Vamos comemorar teu aniversário.

Entramos em uma choperia.

Conversamos sobre barcos, motores, a viagem que estávamos terminando e demos muitas risadas.

Na hora de fechar a conta veio a surpresa.

Foram consumidos 52 chopes.

Quando pedimos a nota fiscal para a prestação de contas da viagem, o atendente explicou que o sistema só emitia exatamente o que havia sido consumido.

Resultado:

A nota saiu escrita bem grande:

52 CHOPES.

Dias depois, quando meu irmão foi prestar contas da viagem, o patrão começou a conferir as despesas.

Ao chegar naquela nota, levantou os olhos e perguntou:

— Cinquenta e dois chopes?

Meu irmão respondeu com a maior tranquilidade:

— Era o aniversário do Ney. Além disso, ele foi nosso guia durante toda a temporada em Angra dos Reis. Se o senhor tivesse contratado um guia para fazer esse trabalho, teria gastado muito mais do que isso.

O patrão ficou alguns segundos olhando para a nota.

Depois sorriu e respondeu:

— Então está certo. Pode lançar.

Todos caíram na risada.

Até hoje, quando lembro dessa história, eu sorrio.

Não pelos 52 chopes.

Mas porque ela representa uma época em que existia muita confiança entre patrões e tripulações. As viagens eram longas, a responsabilidade era enorme e, no meio de tudo isso, também havia espaço para boas amizades e histórias que ficaram para sempre na memória.

Naquela época, viajar de barco não significava apenas cumprir uma missão.

Significava aprender, conhecer lugares, criar amizades e, muitas vezes, voltar para casa sabendo que o salário tinha ficado inteiro para sustentar a família.

Tenho muito orgulho de ter vivido essa fase da náutica brasileira.

São histórias simples, mas que ajudam a contar um pedaço da nossa profissão e que merecem ser lembradas.

Agora quero ouvir vocês.

Quem aqui navegou nos anos 80 ou 90? Como funcionavam as diárias na empresa onde vocês trabalhavam? Qual foi a história mais engraçada que viveram durante uma viagem?

Vamos registrar essas lembranças.

Elas fazem parte da história da náutica brasileira.

Ney Broker
38 anos de experiência no mercado náutico brasileiro.

O SALÁRIO DO MARINHEIRO EM 2026: O MERCADO ESTÁ ERRADO?Antigamente, (anos 80 e 90) um capitão de uma lancha de 50 pés ch...
26/04/2026

O SALÁRIO DO MARINHEIRO EM 2026: O MERCADO ESTÁ ERRADO?

Antigamente, (anos 80 e 90) um capitão de uma lancha de 50 pés chegava a ganhar o equivalente a 13 salários mínimos.

Hoje?

Tem profissional experiente obrigado a aceitar 3 ou 4 salários mínimos… pra fazer muito mais do que fazia antes.

Alguma coisa não fecha.

O que mudou no mercado?

Não foi o mar.
Não foi o barco.
Não foi a responsabilidade.

Foi o valor dado ao profissional.

Hoje o mercado mistura tudo:

Marinheiro iniciante
Profissional experiente
Capitão com décadas de mar

E paga praticamente igual.

Um ponto importante

Não se trata de reclamar dos novos marinheiros.

Todos nós começamos assim.
Todos já fomos inexperientes um dia.

Esses novos profissionais merecem oportunidade de embarque.

O problema não está neles.

O problema real

É quando o mercado:

substitui experiência por preço

ignora responsabilidade

trata função técnica como serviço simples

Mas vamos falar a verdade

Cuidar de um barco de 50 pés não é:

só ligar motor
só lavar casco
só dar uma volta

- É cuidar de um patrimônio milionário.
- É levar o proprietário, a família e os convidados com segurança — e trazer todos de volta em segurança.
- É evitar prejuízo antes dele acontecer.

Isso é responsabilidade real.

O número não mente

Se aplicarmos a lógica de antigamente (13 salários mínimos) nos anos 80 e 90:

Hoje esse profissional deveria receber algo próximo de:

R$ 21.000/mês

Agora compara com o mercado atual:

R$ 4.500 a R$ 7.000

Quem entende, paga

O proprietário de barco que já passou por problema grave no mar não procura preço.

Procura confiança.

Conclusão:

O mar não mudou.

Mas o mercado esqueceu de valorizar quem realmente sabe trabalhar nele.

Valorizar o profissional experiente não é desvalorizar quem está começando.

É colocar cada um no seu nível de responsabilidade.

E você, o que acha?

O mercado está pagando justo ou a experiência está sendo deixada de lado?

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