25/11/2025
Em Mariana e Ouro Preto, todos se encantam com a estética colonial, registram a poesia das fachadas centenárias e se deixam envolver pela história Eu também admiro essa beleza, mas o meu olhar técnico vai além do óbvio.
Enquanto as lentes captam a arte, eu observo os vícios construtivos que silenciosamente comprometem nosso patrimônio: fissuras estruturais sinalizando alerta, fachadas marcadas pela umidade, uma pintura comprometida, vedações fragilizadas, recalque na estrutura, esquadrias coloniais sofrendo com o tempo e com a ausência de manutenção preventiva.
Tenho dois sentimentos: o coração se enche de alegria ao contemplar a história, e ao mesmo tempo se entristece ao enxergar uma edificação pedindo socorro. Cada dano é um indicador crítico que o sistema construtivo está doente e clama por cuidados e intervenções técnicas assertivas.
Olhar uma construção doente desperta em mim o compromisso de restaurar, proteger e devolver vitalidade às edificações. Preservar o passado é, acima de tudo, um investimento de futuro e essa é a minha responsabilidade enquanto engenheira de patologia das construções cuidar da saúde das edificações.
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