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CARE Engenharia e Consultoria Serviços de Engenharia e Consultoria: Empresarial, Projetos e Ambiental. [email protected]

Empresa especializada em Mediação, Gerenciamento de Projetos e Contratos (reivindicações, pleitos e claims), bem como administração de obras e desenvolvimento de propostas comerciais.

- Avaliação técnica-executiva de projetos de construção e montagem eletro-mecânicas;
- Análise de propostas comerciais de projetos da área de construção civil (edificações, pesada, obra de arte);
- Elaboração de cla

ims.
- Gerenciamento de Obras

- Licenciamento Ambiental;
- Estudos de Viabilidade Econômica;
- Soluções em Desenvolvimento Sustentável;
- Estudos Geotécnicos, Hidrológicos;
- Auditoria ISO 14001;
- Implantação e implementação de SGA.

GREEN BONDS INCENTIVOS FINANCEIROS ÀS BOAS PRÁTICASDiversos instrumentos financeiros vêm sendo criados com o intuito de ...
25/03/2024

GREEN BONDS INCENTIVOS FINANCEIROS ÀS BOAS PRÁTICAS

Diversos instrumentos financeiros vêm sendo criados com o intuito de viabilizarem a captação de capital para o financiamento de atividades econômicas sustentáveis, dentre os quais se destacam os Títulos Verdes, Sociais, Sustentáveis (combinação entre o Verde e o Social) e os Vinculados à Sustentabilidade – também conhecidos por “Green, Social, Sustainability e Sustainability-Linked Bonds”.
O Governo Federal lançou em 5 de setembro de 2023, o Marco de Títulos Soberanos Sustentáveis do Brasil , , , documento de referência para a emissão de títulos de dívida soberana utilizando recursos garantidos por despesas orçamentárias que contribuem diretamente para a promoção do desenvolvimento sustentável do país .
Os Títulos Verdes, Sociais e Sustentáveis são instrumentos de dívida emitidos por empresas, governos e entidades multilaterais negociados nos mercados de capitais com a finalidade de atrair capital para projetos que tenham como propósito um impacto socioambiental positivo.
Já os Sustainability-Linked Bonds (SLB) são instrumentos de dívida que tem como objetivo final fazer com que o emissor alcance metas ESG, que são calibradas a partir de indicadores-chave de desempenho (Key Performance Indicator, KPI em inglês). Esses títulos poderão ter suas características financeiras e estruturais alteradas dependendo do atingimento ou não das metas de sustentabilidade pré-estabelecias .

ESG E GESTÃO CORPORATIVA DE CARBONOO termo ESG  significa Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Gove...
25/03/2024

ESG E GESTÃO CORPORATIVA DE CARBONO

O termo ESG significa Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança, em português) refere-se a uma grande tendência e uma necessária resposta das empresas frente aos desafios da sociedade contemporânea. Práticas ambientais, sociais e governamentais de uma organização, o termo foi cunhado em 2004 em uma publicação do Pacto Global em parceria com o Banco Mundial , chamada Who Cares Wins . Essa abordagem foi desenvolvida no mercado financeiro e recentemente, com a comprovação de correlação positiva entre resultados financeiros e ESG, esta abordagem foi abraçada pelo mercado como uma forma de promover resiliência e crescimento sólido das empresas , , .
Em dezembro de 2022, a ABNT lançou a Prática Recomendada ABNT PR 2030 – ESG, que traz conceitos, diretrizes, princípios e boas práticas para avaliação e direcionamento, com foco na criação de um padrão de conhecimento sobre o tema ESG, levando as organizações à necessidade da adequação dos seus processos para um novo modelo de negócios.
O trabalho desta Prática Recomendada é de vanguarda no Brasil, pois alinha as principais práticas sustentáveis de ESG aos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) , que fazem parte da Agenda 2030 das Nações Unidas (ONU) , a normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) , as quais dispõe sobre a elaboração e divulgação do relatório de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade (Resolução CVM 193) . Esta norma da CVM torna o Brasil o primeiro país no mundo a adotar os padrões do International Sustainability Standards Board (ISSB) em suas normas de divulgação de informações de sustentabilidade seguindo as diretrizes da Organização Internacional das Comissões de Valores Mobiliários (IOSCO) , .
A ABNT PR 2030 está dividida em eixos, temas e critérios , sendo o eixo ambiental (E) dividido em 5 temas principais: mudanças climáticas, recursos hídricos, biodiversidade e serviços ecossistêmicos, economia circular e gestão de resíduos, gestão ambiental e prevenção da poluição.
O eixo social (S) foi dividido em: diálogo social e desenvolvimento regional, direitos humanos, diversidade, igualdade e inclusão, relações e emprego, promoção da responsabilidade social na cadeia de valor.
O eixo de governança (G) foi dividido em: governança corporativa, práticas de negócios, práticas de controle e gestão, transparência na gestão.
Em relação ao eixo ambiental, tema mudanças climáticas, a “Gestão Corporativa de Carbono” é uma estratégia vital para as empresas enfrentarem as mudanças climáticas de maneira responsável . Nela, as estratégias de negócio devem incluir uma mudança cultural radical expressa em políticas, diretrizes, estudos e ações claras para reduzir/controlar as emissões de GEE e mitigar os efeitos do aquecimento global , corroborando com o NDC brasileiro.
Desta forma, o primeiro passo para Gestão Corporativa de Carbono é entender as origens das emissões dos GEE relacionadas aos processos da organização. Essa avaliação se inicia na construção do inventário das emissões, as quais são contabilizadas em diferentes escopos .

Inventários de GEE – GHG Protocol Dentre as diferentes metodologias existentes para a realização de inventários de GEE, ...
25/03/2024

Inventários de GEE – GHG Protocol

Dentre as diferentes metodologias existentes para a realização de inventários de GEE, o GHG Protocol (Greenhouse Gas Protocol) é a ferramenta mundialmente mais utilizada pelas empresas e governos . Constituindo-se de um pacote de padrões, orientações, ferramentas e treinamentos para empresas e governos, e sendo compatível com a norma internacional ISO 14064 (Gestão de Emissões de Gases do Efeito Estufa) e com a metodologia de quantificação do IPCC , o GHG Protocol viabiliza o planejamento de ações de controle e mitigação contra o aquecimento global.
Criado por uma parceria entre o World Resource Institute (WRI) e o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) , o GHG Protocol instrui quanto a adequada contabilização de emissões e remoções de GEE para viabilizar a mensuração, gerenciamento e Report pelas partes interessadas das suas respectivas emissões.
Seguindo os cinco princípios que fazem parte do padrão GHG Protocol Coporate Standard e da norma ABNT NBR ISO 14064 (relevância, integralidade, consistência, transparência e exatidão) , , foi necessário a adaptação do método GHG Protocol e o desenvolvimento de ferramentas de cálculo para estimativas de GEE ao contexto brasileiro. Assim surgiu o Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG Protocol) , desenvolvido pelo Centro Estudos Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas - (FGVces) e WRI, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) , Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) , World Business Council for Sustainable Development (WBSCD) e 27 Empresas Fundadoras .
As informações geradas por meio desta metodologia podem ser aplicadas aos relatórios e questionários de iniciativas como Carbon Disclosure Project (CDP) , Índice Bovespa de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e Global Reporting Initiative (GRI) . Até o ano de 2023 cerca de 600 organizações publicaram seus inventários de GEE no PBGHG Protocol .
Seguindo a metodologia do PBGHG Protocol, para as empresas compreenderem melhor o panorama de suas emissões de gases de efeito estufa e implementar estratégias para mitigar seu impacto ambiental, são necessários alguns esforços na contabilização de um inventário. Desta maneira as emissões são classificadas em três escopos , :

• Escopo 1, refere-se às fontes de emissão sob responsabilidade direta da empresa, como por exemplo, queima de combustíveis fósseis de veículos próprios.
• Escopo 2, diz respeito aos gases provenientes do Potencial de Aquecimento Global e da energia adquirida pelos fornecedores de energia elétrica.
• Escopo 3, engloba responsabilidades indiretas associadas às atividades da organização, ao longo de sua cadeia de produção, como emissões provenientes da produção de matérias-primas, transportes de produtos e descarte futuro. É o escopo mais desafiador a considerar as implicações ambientais mensuráveis.

Discussão Global sobre as Questões AmbientaisA Conferência das Partes (COP; Conference of the Parties, em inglês) é o ór...
25/03/2024

Discussão Global sobre as Questões Ambientais

A Conferência das Partes (COP; Conference of the Parties, em inglês) é o órgão supremo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e desempenha um papel crucial no esforço global para enfrentar os desafios relacionados às mudanças climáticas . Inicialmente adotada em 1992 durante a ECO 92, no Brasil, a Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) estabeleceu os princípios gerais para lidar com as mudanças climáticas e reconheceu a necessidade de cooperação internacional.
Desde 1995, quando foi realizada a primeira Conferência das Partes, em Berlim, as COPs têm sido realizadas anualmente, proporcionando um fórum para que os países signatários (incluindo o Brasil) avaliem e negociem medidas concretas para lidar com as mudanças climáticas . Essas conferências reúnem representantes de governos, organizações não governamentais, cientistas e outros stakeholders para discutir e tomar decisões sobre estratégias, metas e ações a serem implementadas globalmente. O Tratado de Kyoto , fechado em 1997 durante a 3° Conferências das Partes no Japão, foi o primeiro tratado internacional para controle de emissões de GEE.
O Acordo de Paris celebrado na 21ª COP, em 2015 na França, foi aprovado pelos 195 países participantes da UNFCCC e tem como objetivo fortalecer as ações dos países para reduzir emissões de GEE no contexto do desenvolvimento sustentável . Com este Acordo, para o alcance final dos objetivos definidos, os governos se envolveram na elaboração de seus próprios compromissos a partir das chamadas “Pretendidas Contribuições Nacionalmente Determinadas” (iNDC, intended Nationally Determined Contributions na sigla em inglês) .
Após a COP 21, em abril de 2016, o então secretário-geral da ONU definiu um período de 12 meses (até abril de 2017) para assinatura oficial do Acordo de Paris pelos países signatários. Em 12 de setembro de 2016, antes da data de realização da COP 22, em Marrakech, o Brasil concluiu o processo de ratificação do Acordo assinando-o. Com isso, as metas brasileiras deixaram de ser pretendidas (intended) e tornaram-se compromissos oficiais, passando então a serem chamadas de Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, Nationally Determined Contributions em inglês) .
Conforme a sua NDC, o Brasil comprometeu-se a reduzir as emissões de GEE em 37% até 2025, e em 43% até 2030, ambas as metas de redução tendo como referência aos níveis de emissão identificados em 2005 . Para isso, várias estratégias governamentais foram definidas, como o de alcançar uma participação estimada de 45% de energias renováveis e 66% da fonte hídrica na composição da matriz energética até 2030 .
Em 27 de outubro de 2023, às vésperas da COP28, em Dubai, o Governo Brasileiro comunicou à UNFCCC a atualização do seu NDC em acordo com as decisões relevantes da Comissão de Meio Ambiente (CMA) . Nesta atualização, o Brasil confirma suas ambiciosas metas de redução de emissões de GEE de 1,32 GtCO2e para 2025, ou seja, 48,4%, e de 1,20 GtCO2e para 2030, ou seja, 53,1%, ambas as metas relacionadas às emissões de 2005, e a neutralidade climática em 2050 .
Dentre os diversos temas tratados, a COP 28 contou com a decisão histórica da concordância de cerca de 200 países em eliminarem gradualmente os combustíveis fósseis de suas matrizes energéticas , contribuindo assim significativamente com as metas estabelecidas nos respectivos NDCs .

22/03/2024
GREEN CAPEX e GREEN OPEXA aplicação da ACV em estudos de viabilidade de grandes obras de construção civil pesada como un...
19/03/2024

GREEN CAPEX e GREEN OPEX

A aplicação da ACV em estudos de viabilidade de grandes obras de construção civil pesada como unidades de geração de energia, unidades aeroportuárias, vias de transporte terrestre, indústrias de exploração e beneficiamento de minerais e hidrocarbonetos, e de produtos e bens de consumo humano por meio de uma ferramenta robusta como o eTool disponibiliza análises que auxiliam dirigentes em tomadas de decisões estratégicas em concordância com as diretrizes de ESG.

A elaboração e execução de um “Green CapEx” e um “Green OpEx” estruturado e rastreável, atendendo aos padrões internacionais praticados, ratifica o comprometimento da organização com as questões do aquecimento global, bem como corrobora com os compromissos e metas estabelecidos pelos países junto à ONU (agenda 2030) para a redução da emissão de GEE.

O entendimento de responsabilidade com a garantia do futuro das próximas gerações é de conhecimento amplo, e as empresas que agirem primeiro com ações para esta adequação assumindo e tratando seus processos, agregarão valor ao seu produto, possibilitando a sua sobrevivência no novo modelo de economia futura.

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