04/12/2015
A correia dentada é um dos principais itens na lista de manutenção do seu automóvel. Fique atento para trocá-la na hora certa e evitar desfalque absurdo na conta bancária.
Também chamada de sincronizadora, a correia dentada é responsável pela sincronia entre o comando de válvulas e o virabrequim. Ela faz com que os pistões e as válvulas trabalhem no tempo certo dentro dos cilindros. Trata-se de uma peça que dura algumas dezenas de milhares de quilômetros no motor e que não altera em nenhum momento o comportamento do carro, mesmo quando está para se romper. Ou seja, ela não avisa quando vai arrebentar. Por isso, ela exige que o proprietário do veículo não descuide de sua manutenção. Como ela é responsável pelo sincronismo, quando se rompe, dependendo do motor, pode ocorrer um atropelamento de válvula (quando o pistão que está subindo se choca contra a válvula aberta) ou até mesmo um estrago no cilindro do motor. E a conta não f**a barata, não. A ilustração abaixo mostra a parte lateral de um motor, onde encontramos a correia dentada, que liga o virabrequim ao eixo comando, responsável pela abertura e fechamento das válvulas de admissão (por onde entra nos cilindros a mistura ar/combustível) e escape (por onde saem os gases depois da combustão). Para completar o sistema, há o tensor (também chamado de esticador), que, como o nome sugere, serve para manter a tensão correta na correia.
O que acontece se a correia romper? Na ilustração A é possível ver que quando o pistão está em seu movimento de aspiração da mistura ar/combustível, a válvula de admissão está aberta. Em B, vemos o que acontece quando o pistão sobe: a válvula f**a fechada. Mas se a correia arrebentar, pode acontecer o que vemos na figura C, ou seja, o pistão pode subir quando a válvula estiver aberta, ocasionando um choque entre estas peças ou até contra a parede interna do cilindro. Com tamanho estrago, a recomendação é f**ar atento à manutenção da correia dentada. O proprietário deve seguir o que determina o manual do fabricante do veículo. Geralmente, a previsão de troca é aos 60 mil quilômetros. Mas para evitar surpresas desagradáveis, ela deve ser inspecionada a cada 20 mil quilômetros, principalmente se você roda por regiões de muita poeira, pó de minério. Se você for comprar um veículo usado e não sabe se o componente foi trocado, providencie a substituição.
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