10/05/2026
Sempre acreditei que a arquitetura era a arte de dar forma aos sonhos mais complexos. Eu passava meus dias projetando alicerces, calculando estruturas e desenhando o futuro. Mas nada, absolutamente nenhum projeto, me preparou para a obra mais grandiosa e transformadora da minha vida: o Robertinho.
Ser mãe me apresentou ao amor em sua forma mais crua, visceral e incondicional. É uma força que desarruma todas as nossas plantas baixas e constrói, no lugar, um coração que agora bate fora do meu peito. Os dias ganharam um novo centro e a vida, um novo signif**ado.
Mas a maternidade real não é feita apenas de romantismo; ela exige uma coragem diária que eu nem sabia que tinha. A coragem de, mesmo com a vontade imensa de parar o tempo e f**ar protegida no nosso casulo, levantar a cabeça, olhar para a minha profissão e seguir em frente.
Conciliar as madrugadas em claro com os prazos do escritório, o choro com as reuniões de projeto, e a saudade apertada no peito com a paixão que tenho pela arquitetura é, sem dúvida, o meu maior desafio hoje. Tem dias em que a culpa de não estar 100% presente bate à porta. Tem dias em que o cansaço parece que vai vencer. Mas eu respiro fundo e continuo.
Continuo porque entendi que a melhor fundação que posso dar ao meu filho é o meu próprio exemplo. Quero que o Robertinho cresça vendo uma mãe mulher, profissional, que enfrenta o mundo para construir os sonhos de outras pessoas com a mesma garra com que nutre a vida dele.
A todas as mães que, assim como eu, vivem esse malabarismo invisível entre o amor infinito por um filho e a dedicação à própria carreira: nós somos incríveis. Que a gente nunca perca a força de projetar o nosso próprio caminho.
Feliz Dia das Mães! 🩷