Leonardo Roos - Geocientist & Engenheiro Especialista em Mineração

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Engº com experiência sólida nas áreas de Geologia , geotécnica, modelação 3D e exploração mineral. É autor de obras técnicas e científicas relevantes para a academia e industrial , incluindo: 1ºResistência dos Mater. & 2º Estudos Geológicos e Geográfic

  DO LOBITO #Refinaria do Lobito: o seu impacto e a nova era da segurança energética em AngolaPor Leonardo Roos Eng• Geó...
13/01/2026

DO LOBITO #

Refinaria do Lobito: o seu impacto e a nova era da segurança energética em Angola

Por

Leonardo Roos
Eng• Geólogo , Geocientista e Especialista em Máquinas e Equipamentos de Mineração .

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RESUMO

A Refinaria do Lobito constitui um marco estratégico na consolidação da segurança energética e da industrialização de Angola. Implantada numa localização logística privilegiada, com acesso directo ao Porto do Lobito e aos principais carris ferroviários e rodoviários, esta infra-estrutura foi concebida para processar até 200.000 barris de crude por dia, integrando modernas tecnologias de destilação, conversão e hidrotratamento. Do ponto de vista de um engenheiro geólogo e especialista em sistemas energéticos, a refinaria representa a transição efectiva de Angola de um modelo primário-exportador para uma economia de maior valor acrescentado, baseada na transformação dos seus recursos naturais. A produção de derivados como a gasolina, o gasóleo, o querosene de aviação, o GPL e a nafta permitirá reduzir de forma estrutural a dependência das importações, estabilizar o abastecimento interno e estimular a balança comercial. Os impactos socioeconómicos são signif**ativos, destacando-se a criação de emprego qualif**ado, a transferência de tecnologia, a formação de quadros nacionais e a dinamização da economia regional de Benguela e do país no seu todo. Em termos macroeconómicos e geoestratégicos, a Refinaria do Lobito posiciona Angola como um pólo energético da África Austral, capaz de abastecer os mercados regionais com encargos de qualidade internacionais. Assim, esta infraestrutura afirma-se como um pilar técnico, económico e científico para o desenvolvimento sustentável e soberano do sector energético angolano.

Palavras-chave: Refinaria do Lobito; Segurança energética; Refinação de petróleo; Desenvolvimento industrial; Angola.

INTRODUÇÃO

A Refinaria do Lobito f**a na província de Benguela, na cidade do Lobito. É uma zona estratégica com acesso fácil por trem, carro e barco, graças ao porto de águas profundas. Isso signif**a que a Refinaria do Lobito está bem ligada aos principais corredores logísticos do país e da região.

Do ponto de vista de um especialista em geologia, a escolha do local foi muito acertada. A Refinaria do Lobito está perto do litoral, o que facilita a chegada do petróleo bruto. Além disso, o solo é estável o suficiente para suportar unidades de processador pesadas. E, por estar bem conectado, é fácil escolher os produtos derivados do petróleo para o mercado interno e para os países da África Austral.

A importância da Refinaria do Lobito para Angola é muito grande. Durante décadas, o país produziu muito petróleo bruto, mas ainda precisava importar combustíveis orgânicos. Isso fez com que Angola fosse afetada por problemas externos, tivesse custos altos e enfrentasse instabilidade no abastecimento de combustíveis. Com a capacidade de processar 200 mil barris por dia, a Refinaria do Lobito é um grande avanço na indústria petrolífera do país. Ela permite que Angola mantenha o valor do petróleo dentro do país, reduza as taxas atuais e fortaleça sua independência em termos de energia. A Refinaria do Lobito é fundamental para o futuro energético de Angola, pois vai ajudar a reduzir a dependência de fornecedores e a melhorar a estabilidade do abastecimento de combustíveis no país. Com a Refinaria do Lobito, Angola pode produzir os seus próprios combustíveis e ter mais controlo sobre a sua própria energia.

Do ponto de vista técnico-científico, o refinamento não é apenas uma atividade industrial; é um sistema integrado que converte recursos geológicos em energia útil para a sociedade. A nova unidade do Lobito simboliza a transição de Angola para um modelo mais resiliente, baseado na industrialização, transferência de tecnologia e formação de quadros nacionais. Para além da energia, a refinaria é um aperfeiçoamento de conhecimento, emprego avançado e desenvolvimento regional sustentável, inaugurando uma nova era para o país.

Produção , resultados e funcionamento da Refinaria .

A Refinaria do Lobito foi concebida para processar até 200.000 barris de petróleo bruto por dia, utilizando tecnologias modernas de destilação atmosférica e a vácuo, craqueamento catalítico, hidrotratamento e unidades de recuperação de incêndio. O processo inicia-se com a separação física do petróleo em frações por ponto de ebulição, seguido de exames químicos que adequam os produtos às especif**ações ambientais e de mercado. A produção esperada inclui gasolina, gasóleo (diesel), querosene de aviação), GPL, fuelóleo e nafta, cobrindo a maior parte da procura nacional. A integração de unidades de hidrotratamento garante combustíveis com baixo teor de enxofre, alinhados com padrões internacionais. Em termos operacionais, a refinaria funcionará de forma contínua (24 horas por dia, 7 dias por semana), com sistemas de controle avançados, manutenção preditiva e elevada eficiência energética. Do ponto de vista técnico, esta capacidade permitirá não apenas o abastecimento interno, mas também excedente para as exportações regionais, posicionando Angola como fornecedor confiável de conclusões na SADC. A diversif**ação do mix de produtos aumenta a flexibilidade operacional e a rentabilidade do complexo industrial.

Vantagens estratégicas da Refinaria do Lobito .

Entre as principais vantagens destacam-se a autossuficiência energética, a criação de valor interno e a capacitação técnica nacional. A refinaria estimula a transferência de tecnologia, a investigação aplicada e a formação de engenheiros e técnicos especializados. O ponto de vista geológico-energético permite uma gestão mais racional dos recursos petrolíferos, alinhando produção e consumo. Outra vantagem é o posicionamento geopolítico de Angola como hub energético regional, fornecendo derivados a países vizinhos sem capacidade de refinação. A redução de custos logísticos e de importação fortalece a competitividade da economia. Além disso, a adoção de tecnologias mais limpas reduz os impactos ambientais quando comparado a combustíveis importados de cadeias menos controladas.

CONCLUSÃO

A Refinaria do Lobito marca um divisor de águas na história energética de Angola. Mais do que uma infraestrutura industrial, ela representa uma mudança de paradigma: de exportação de matéria-prima para produção de valor acrescentado. Como engenheiro geólogo, vejo refinaria a materialização do conhecimento aplicado à transformação de recursos naturais no desenvolvimento humano. Os benefícios estendem-se da escala local a nacional, fortalecendo a economia, promovendo empregos avançados e assegurando energia estável para o futuro. A nova era da segurança energética angolana assenta na industrialização, na ciência e na soberania. A Refinaria do Lobito é, assim, um pilar estratégico para uma Angola mais resiliente, próspera e preparada para os desafios energéticos do século XXI.

REFERÊNCIAS

1-Feijó Júnior, António (2017). Petróleo — Uma Indústria Globalizada.
Perfil Criativo – Edições, julho 2017. ISBN: 978-9899975675 — obra de referência sobre a indústria petrolífera, cobrindo desde upstream até os desafios de mercado e logística energética.

2-Feijó Júnior, António (2024). Refinação, Armazenagem, Distribuição e Comercialização de Derivados do Petróleo: O Papel dos Biocombustíveis.
Perfil Criativo – Edições, novembro 2024. ISBN: 978-9899209046 — capa o segmento downstream e tecnologia de refinação, com foco nos derivados e transição energética.

3-Londa, Emir Cláudio (2014). ABC da Indústria Petrolífera.
Plural Editores Angola, 09-2014. ISBN: 978-989-611-374-2 — introdução aos princípios e conceitos base do setor petrolífero, útil para contexto técnico de refinação e produção.

4-Quingongo, Patrício Wanderley (2018). Gestão da Indústria Petrolífera.
Perfil Criativo – Edições, junho 2018. ISBN: 978-989-99924-9-8 — focado na administração e estrutura organizacional do setor em Angola.

5-Tomassoni, Franco (2024). O Petróleo de Angola: Uma História Colonial (1881-1974).
Fora de Jogo, dezembro 2024 — obra histórica sobre a evolução da indústria petrolífera angolana desde os primórdios até meados do século XX.

6-MIREMPET – Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (Angola). Relatórios e políticas do setor petrolífero.

7-Sonangol E.P. Documentos técnicos e estratégicos sobre refinação em Angola.

8-Tavares, A.; Morais, J. Indústria Petrolífera em Angola: Desafios e Perspetivas. Luanda.

9-Ferreira, J. Refinação de Petróleo e Processos Industriais. Lisboa.

10-Leonardo Roos
Eng.º Geólogo, Geocientista e Especialista em Máquinas e Equipamentos de Mineração -CORREDOR DO LOBITO E REFINARIA DO LOBITO -2024/2025

*Visão do futuro da Engenharia Geológica*Futuras fragilidade dos Reservatórios Globais: Impactos da Crise no Comércio Mu...
03/01/2026

*Visão do futuro da Engenharia Geológica*

Futuras fragilidade dos Reservatórios Globais: Impactos da Crise no Comércio Mundial de Petróleo com a invasão dos EUA na Venezuela.

Autor:
Leonardo Roos Eng.º
Engenharia Geológica
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Resumo

Esta crise repentina na Venezuela, combinada com a instabilidade geopolítica, representa grandes riscos para o comércio global de petróleo, especialmente devido à importância estratégica de suas extensas reservas de petróleo bruto pesado e extrapesado. Do ponto de vista da Engenharia Geológica, conflitos armados em regiões produtoras comprometem a integridade dos reservatórios, a continuidade operacional e a segurança da infraestrutura petrolífera. A interrupção de atividades críticas, incluindo monitoramento geomecânico, gestão da pressão dos reservatórios e manutenção de poços, pode causar perdas irreversíveis na recuperação de hidrocarbonetos. Internacionalmente, a incerteza em torno do fornecimento venezuelano está aumentando a volatilidade dos preços, os prêmios de risco e a reestruturação das cadeias de fornecimento de energia internacionais. A instabilidade política também pode reduzir o investimento na aplicação de tecnologias avançadas de recuperação, essenciais para a exploração sustentável de petróleo pesado. Assim, a Engenharia Geológica assume um papel fundamental na avaliação dos riscos técnicos e na exploração dos efeitos estruturais desta crise na segurança energética global.

Palavras-chave: Engenharia Geológica; Reservatórios Petrolíferos; Poços; Energética; Petróleo Pesado; Comércio Global.

1. Introdução
A Venezuela atualmente possui algumas das maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, principalmente associadas à Faixa Petrolífera do Orinoco, que é marcada por sistemas geológicos complexos e hidrocarbonetos de alta viscosidade. Se ocorrer uma grande perturbação no contexto político e operacional deste país, a atividade de comércio internacional de petróleo é afetada diretamente. Do ponto de vista da Engenharia Geológica, a exploração de hidrocarbonetos depende da estabilidade dos reservatórios, da integridade da infraestrutura e da continuidade das operações técnicas. Cenários de conflito armado criam riscos geológicos, operacionais e ambientais que afetam a confiabilidade da produção e a segurança energética global.

2. Implicações geológicas e operacionais
2.1 Impactos nos reservatórios petrolíferos

Reservatórios de óleo pesado devem ser operados sob controle rigoroso de pressão, os parâmetros petrofísicos são mantidos como parte integrante das operações, e o sistema geomecânico é devidamente gerenciado. A interrupção de tais processos pode causar compactação do reservatório, migração indesejada de fluidos e redução da recuperação final. Do ponto de vista da Engenharia Geológica, esses impactos são tipicamente irreversíveis, afetando seu potencial produtivo a longo prazo e a capacidade de exportação do país.
2.2 Dificuldades Logísticas e Comerciais
A instabilidade operacional afeta oleodutos, terminais portuários e instalações de armazenamento. Mesmo na ausência de danos estruturais signif**ativos, o aumento do risco eleva os custos de seguro, complica o transporte marítimo e reduz a confiança dos compradores internacionais. As refinarias especializadas em petróleo pesado tendem a buscar fornecedores alternativos, exacerbando as dificuldades na venda do petróleo venezuelano.

2.2.1 Consequências

A invasão americana na Venezuela constitui um elemento de grande perturbação no mercado global de petróleo. Do ponto de vista do mercado de energia, o primeiro resultado imediato da invasão é o aumento do risco em torno do petróleo bruto venezuelano, levando a uma queda na confiança dos compradores e a um desafio adicional para obter novos contratos de fornecimento. As refinarias e os comerciantes evitam fontes instáveis que não são fornecedores politicamente e logisticamente previsíveis. A instabilidade militar afeta o funcionamento de infraestruturas essenciais como oleodutos, terminais portuários e sistemas de armazenamento e reduz a capacidade de transportar o petróleo produzido. Há mais custos no mar, sendo que não são os menores os relacionados ao aumento do seguro marítimo, custos de transporte e financiamento, que elevam o preço final do petróleo bruto venezuelano e o tornam menos competitivo internacionalmente. Sanções, bloqueios comerciais ou mudanças repentinas no regime político, entre outros, também podem limitar o acesso a mercados tradicionais e forçar a Venezuela a vender petróleo com grandes descontos. Os menores investimentos em manutenção e a recuperação mais avançada reduzem a produção geral e deterioram a qualidade e a estabilidade e as dificuldades de venda do petróleo. Desta forma, a invasão tem efeitos estruturais negativos sobre a capacidade da Venezuela de vender petróleo regularmente e de forma sustentável no mercado internacional.

2.3 Reconfiguração do mercado global de petróleo

A incerteza sobre a continuidade da oferta venezuelana conduz à redistribuição dos fluxos comerciais e ao aumento da dependência de outras províncias petrolíferas. Muitas destas apresentam maiores desafios geológicos e custos de produção superiores, o que contribui para maior volatilidade dos preços e pressões adicionais sobre reservas alternativas.

2.4 Soluções

A Engenharia Geológica, com análises e estudos geológicos, petrofísicos e geomecânicos , deve focar na reabilitação de reservatórios e sua otimização durante a extração. A pressão, compactação e comportamento dos fluidos e perdas de recuperação podem ser controlados e regulados para cima e para baixo com alta precisão e tempo de inatividade mínimo sob sistemas de monitoramento em tempo real. Como resultado, a injeção de v***r, polímero ou gás — ou outra tecnologia avançada de recuperação de petróleo (EOR) — torna-se uma intervenção mais vital, especialmente em reservatórios de petróleo pesado, a fim de maximizar a produtividade no local e estender a vida útil do campo. Ao mesmo tempo, melhorias na infraestrutura de superfície, como oleodutos e terminais de exportação, reduzem o risco operacional e melhoram a confiabilidade do fluxo. Compradores diversif**ados e contratos flexíveis minimizam o risco geopolítico nas vendas no mercado global. Quando o petróleo bruto pode ser modif**ado em diferentes especif**ações de refino (mistura ou pré-tratamento, por exemplo), ele pode ser mais comercialmente competitivo. A sustentabilidade contínua da extração e venda de petróleo requer uma combinação de rigor geológico, novas tecnologias e estruturas comerciais sólidas.

3. Conclusão

A atual crise na Venezuela é um fator chave de instabilidade na equação do comércio mundial de petróleo. Do ponto de vista da Engenharia Geológica, isso não só leva a uma queda na produção a curto prazo, mas também afeta a integridade dos reservatórios e a sustentabilidade da exploração a longo prazo. Décadas de potencial podem ser comprometidas devido à perda de controle técnico de sistemas geológicos complexos, exigindo extensos programas de reavaliação geotécnica e reabilitação de infraestrutura. Internacionalmente, podem ser antecipadas maiores flutuações de preços, aumento da diversif**ação das fontes de abastecimento e reconfiguração das rotas comerciais. A instabilidade política a médio e longo prazo geralmente desencoraja investimentos essenciais para a adoção de tecnologias avançadas de recuperação, especialmente críticas para o petróleo extra-pesado. Na visão da Engenharia Geológica, pode se concluir que conflitos em regiões estratégicas de petróleo são ameaças estruturais à segurança energética global e à gestão sustentável dos recursos geológicos.

“Eleva-se para ver o todo”






-Hulo

“Desejamos a todos um feliz natal E um próspero ano Novo “.“Eleva-se para que vejas o todo”
25/12/2025

“Desejamos a todos um feliz natal
E um próspero ano Novo “.

“Eleva-se para que vejas o todo”

27/11/2025

TUDO PRONTO PARA O LANÇAMENTO OFICIAL .

Livro técnico-científico ;

Corredor do Lobito: Geotecnia, Engenharia das Rochas e Recursos Minerais para o Desenvolvimento Regional”

Autor ;

Leonardo Roos Tchindombe . Eng• Especialista em Engenharia Geológica e Geocientista.

Caros Engneheiros , Especialistas e estudantes de Engenharia Geológica ,

Este trabalho técnico-científico é um marco académico de elevada relevância para Angola/ Benguela trás consigo de forma rigorosa, conhecimentos da Engneharia Geologica ,conhecimentos sobre a geotecnia, caracterização geomecânica e avaliação de recursos minerais aplicados a um dos eixos logísticos mais estratégicos do país. A obra oferece uma base técnica sólida para a compreensão dos condicionamentos geológicos e geotécnicos que influenciam infraestruturas críticas ,como vias férreas, ao longo do corredor , portos, plataformas logísticas e unidades de processamento mineiro ,promovendo uma abordagem integrada entre ciência dos materiais rochosos, Engenharia Geológica e civil e planeamento territorial . O livro representa uma referência essencial na ajuda de tomada de decisões da área da Geotecnia e Engneharia Mineira ,formação de engenheiros, geólogos e investigadores, consolidando metodologias modernas de análise, modelação e gestão de riscos geotécnicos na visão e adaptada ao contexto angolano.

Estes conhecimento técnicos sobre o subsolo e os recursos minerais distribuídos ao longo do corredor , pode orientar investimentos sustentáveis, reduzir A sua abordagem multidisciplinar promove uma visão de desenvolvimento que alia segurança geotécnica, eficiência económica e responsabilidade ambiental, reforçando a capacidade das comunidades e dos agentes institucionais para gerir o território com maior resiliência, inovação e impacto socioeconómico directo.

O Autor ;

“ COM HUMILDADE ,ELEVE-SE PARA VER O TODO"

.Roos
27/11/2025

ENGENHARIA GEOLÓGICA TEMA; “Clinquer: O Elemento principal que está a empurrar a subida do Cimento” em algumas província...
25/11/2025

ENGENHARIA GEOLÓGICA

TEMA;

“Clinquer: O Elemento principal que está a empurrar a subida do Cimento” em algumas províncias de Angola.

Clinquer é formado por ; (silicatos e aluminatos de cálcio, sendo os mais importantes: Alita (C₃S) – Trissilicato de cálcio: 3CaO·SiO₂ ; Belita (C₂S) – Dissilicato de cálcio: 2CaO·SiO₂ ; Aluminato tricálcico (C₃A) – 3CaO·Al₂O₃ ; Ferro-aluminato tetracálcico (C₄AF) – 4CaO·Al₂O₃·Fe₂O₃.)

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O cimento constitui um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento das infraestruturas em qualquer país e, em Angola, tem desempenhado um papel determinante na construção nacional, na urbanização e na expansão industrial. Nos últimos anos, porém, o setor tem enfrentado oscilações signif**ativas nos custos de produção, refletindo-se diretamente no preço final ao consumidor. A subida do preço do s**o de cimento de 7.500 para 10.000 kwanzas não é um fenómeno isolado ou meramente especulativo; está intrinsecamente ligada a fatores geológicos, industriais e logísticos. No centro desta mudança encontra-se um elemento-chave: o clinquer, o componente essencial e mais energético do cimento Portland.

O clinquer é um material nodular, produzido a partir da calcinação de rochas carbonatadas , principalmente calcário, margas e argilas ricas em sílica, alumina e óxidos de ferro num processo térmico que atinge temperaturas que podem ultrapassar os 1.450°C. Trata-se do coração da engenharia geológica cimentícia.

Sem clinquer, não há cimento, e sem materiais-primas adequadas, não há clinquer. A geologia angolana, embora bastante diversif**ada, não distribui estes recursos de forma uniforme, o que obriga muitas fábricas a deslocar-se a grandes distâncias para abastecimento ou, em casos extremos, a exigir a deslocação para fora de Angola em Paises como Brasil , África do Sul , Nigeria , Egito etc. É neste contexto que a geociência assume um papel crítico na compreensão das causas do aumento do preço.

Angola possui extensas reservas geológicas de carbonatos em províncias como Kwanza-Sul, Benguela e Zaire. No entanto, nem todas estas reservas apresentam a composição química ideal para produzir clinquer em elevadas quantidades sem mistura ou correção industrial. A variabilidade mineralógica faz com que as fábricas tenham de investir em processos de processamento, transporte e mistura de materiais-primas, elevando os custos operacionais. Além disso, a exploração de jazigos carbonatados implica operações mineiras, consumo energético signif**ativo, maquinaria especializada e processos de mineração, desmantelamento e moagem, todos altamente dependentes de combustíveis fósseis ou de electricidade industrial - ambos sujeitos a volatilidade de preços.

Os calcários com baixos teores de CaCO₃ ou com impurezas elevadas (como magnésio ou sílica em excesso) desligam misturas mais complexas e maior consumo de energia no forno rotativo. Quanto maior for a necessidade de energia, maior será o custo do clinquer. Em Angola, várias unidades fabris certos jazigos inicialmente promissores se revelaram, com o tempo, menos economicamente viáveis, exigindo a expansão das frentes de lavra e a exploração de níveis mais profundos aumentando signif**ativamente o custo por tonelada de matéria-prima.

A verdade é que o clinquer representa entre 60% e 70% do custo total da produção de cimento, o que signif**a que qualquer alteração no preço dos combustíveis, da eletricidade ou da logística de transporte tem um impacto direto no preço final. A subida do cimento de 7.500 para 10.000 kwanzas está associada primeiro com a inflação da moeda Angolana e depois com o principal elemento a escassez do "Clínquer " .

Segue-se , os três elementos de fatores :

Aumento do custo energético O processo de clinquerização é extremamente intensivo em energia. A subida dos combustíveis no mercado Angolano, associada à necessidade de importação do petróleo ou gasóleo para algumas fábricas, pesa fortemente nos custos de produção.

Limitações na cadeia logística interna A distância entre jazidas de calcário e as fábricas, ou entre as fábricas e os mercados de consumo, implica custos de transporte que se multiplicam quando há manipulação de vias, aumento dos preços dos combustíveis ou dificuldades operacionais, principalmente nas regiões internas.

Pressões geológicas e industriais — O esgotamento parcial de certas frentes de lavra obriga à expansão mineira, à aquisição de novos equipamentos, à remoção de maiores volumes de estéril e a operações mais profundas, elevando o benefício dos custos.

Existe ainda um factor menos visível, mas de impacto crescente: a necessidade de importação de clinquer por parte de determinadas cimenteiras, quando a produção interna não é suficiente para suprir a procura ou quando a qualidade local não cumpre determinados padrões industriais. Importar clinquer signif**a pagar em moeda forte, transportar grandes volumes por via marítima e descarregar em portos . Cada um destes elementos pressiona o preço final.

GEOLOGIA

Do ponto de vista geológico-industrial, o clinquer funciona como um indicador sensível de equilíbrio entre os recursos naturais, a capacidade industrial e as condições macroeconómicas. O aumento para 10.000 kwanzas em Angumas provincias angolanas ,reflecte não apenas um aumento nos custos de produção, mas também uma necessidade de garantir a sustentabilidade operacional num mercado onde a procura cresceu , impulsionada pela construção civil, obras públicas, habitação e expansão das cidades . Portanto a subida do preço do cimento em Angola para 10.000 kwanzas não resulta de um único factor, mas sim de uma convergência de pressão geológica, energética, logística e industrial , sendo o clinquer o elo central que traduz todas estas pressões. Embora o material seja geologicamente dependente e industrialmente exigente, o clinquer funciona como o termómetro económico do sector do cimento: sempre que os custos da sua produção sobem, o preço final aumenta consigo.

Angola tem potencial geológico para fortalecer o sector, mas exige planif**ação, modernização energética, maior exploração responsável de jazidas carbonatadas e investimento contínuo em tecnologia de clinquerização. Sem isso, o cimento continuará a aumentar, e o desenvolvimento nacional sentirá o impacto.Para sairmos deste gradro “Angola só quebrará a dependência da desvalorização do kwanza , quando transformar o seu próprio potencial recurso Geológico numa força produtiva , começando pelo clinquer, produzindo com recursos nacionais, energia nacional e conhecimento nacional; só assim deixará de comprar o futuro lá fora para finalmente o construir, com solidez, cá dentro.”

SOLUÇÕES:

A primeira solução passa por fortalecer de forma estratégica toda a cadeia nacional de produção de clinquer. Isto implica investir na modernização de fornos, na eficiência energética e na expansão sustentável das jazidas de calcário e argila já identif**adas no país, redução de custos mineiros e operacionais. A criação de pólos geológico-industriais onde a lavra, o pré-processamento e a clinquerização acontecem de forma integrada permitiria diminuir drasticamente as perdas logísticas e a dependência de combustíveis importados. A utilização de fontes energéticas alternativas, como o gás natural nacional ou os combustíveis de resíduos, pode reduzir até 30% os custos de fabrico do clinquer, tornando o cimento angolano estruturalmente mais competitivo.

A segunda consiste numa solução em alinhamento da indústria, governança e mercado para reduzir vulnerabilidades externas. A criação de incentivos fiscais temporários para as fábricas que produzem clinquer localmente, somada ao desenvolvimento de laboratórios nacionais para uniformizar a qualidade do clínquer angolano, permitiria aumentar a auto-suficiência e estabilizar os preços. Paralelamente, é essencial diversif**ar os modelos de transporte e reduzir os custos logísticos, através de linhas ferroviárias dedicadas, melhoria das estradas e estímulo às parcerias interprovinciais. Quando Angola dominar a produção interna de cimento, utilizando os seus próprios recursos, o país deixará de ser refém da desvalorização cambial e do cimento importado e o preço deixará de subir por fatores externos que não controla.

(Continuação para breve ...)

BY


-hulo


Leonardo Roos Engº.Especialista em Engenharia Geológica e Geocientista.

"The process is as important as the achievement"

25/11/2025

NB: Se copiar não altere o texto do autor .

07/11/2025

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) realiza, hoje dia 7 de Novembro de 2025, às 10h00, na Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP), situada na Estrada do Futungo – Corimba, em Luanda, a Cerimónia de Premiação da 2.ª Edição do Prémio Nacional de Ciência e Inovação.

A actividade enquadra-se nas celebrações do 50.º Aniversário da Independência Nacional e tem como objectivo estimular e reconhecer a contribuição dos investigadores científicos e dos inovadores na promoção da ciência, tecnologia e inovação, em prol do desenvolvimento sustentável de Angola.

Onde eu estarei a concorrer com o meu Projecto Científico na Categoria de Jovem Cientista .

É mais um exercícios académico e também um contributo para a Ciência e para o País .







-Hulo

ANGOLA GANHA UMA NOVA MINA DE COBRE -TETELO -UIGEA Mina de Cobre de Tetelo, localizada em Maquela do Zombo, na província...
30/10/2025

ANGOLA GANHA UMA NOVA MINA DE COBRE -TETELO -UIGE

A Mina de Cobre de Tetelo, localizada em Maquela do Zombo, na província do Uíge, é um dos marcos mais signif**ativos da nova era de industrialização mineira em Angola. Este projeto, desenvolvido pela empresa Shining Star Icarus (SU), Limitada, representa um investimento de 305 milhões de dólares americanos e se destaca como um exemplo prático dos princípios modernos da Engenharia de Minas. Com uma capacidade de produção de 4.000 toneladas de minério por dia, uma taxa de recuperação metalúrgica de 92% e um teor de cobre de 35% no concentrado final, a mina é um verdadeiro modelo de eficiência técnica, operacional e econômica.

Mais de 1.500 trabalhadores, em sua maioria jovens angolanos, estiveram envolvidos na fase de construção, e estima-se que entre 2.500 e 3.000 empregos diretos sejam gerados durante o pico das operações. Esse impacto social positivo reforça a mineração como um motor de inclusão, capacitação técnica e desenvolvimento regional sustentável. A Mina de Tetelo vai além da simples extração mineral — ela representa o início de uma nova visão industrial, onde Angola não é apenas um exportador de matérias-primas, mas um produtor de valor agregado, com um futuro promissor na refinação e transformação do cobre em solo nacional.

Do ponto de vista técnico, o projeto demonstra uma integração ef**az entre planejamento mineiro, lavra, beneficiamento mineral e gestão ambiental, seguindo rigorosos padrões internacionais de segurança e sustentabilidade. O cobre extraído é de grande importância estratégica, devido à sua ampla aplicação nas indústrias elétrica, eletrônica, automotiva e de energias renováveis.

A Mina de Cobre de Tetelo é um marco geoeconômico e tecnológico para Angola, simbolizando o renascimento do setor mineiro metálico e a consolidação de uma engenharia nacional voltada para a inovação, autossuficiência produtiva e desenvolvimento sustentável. É um verdadeiro símbolo de progresso e transformação para o país.

VISÃO DA ENGENHARIA MINEIRA

A visão da Engenharia Mineira na Mina de Cobre de Tetelo é baseada na fusão de inovação tecnológica, sustentabilidade operacional e valorização dos recursos minerais, que são fundamentais para o desenvolvimento do nosso país. O foco vai além da simples extração de cobre; trata-se de transformar o conhecimento geológico em riqueza palpável, utilizando metodologias avançadas de planejamento mineiro, modelagem 3D, controle de teor e gestão ambiental integrada.

Os engenheiros de minas que fazem parte deste projeto desempenham um papel crucial: garantir que cada tonelada extraída seja tratada com eficiência metalúrgica e responsabilidade ambiental, maximizando a recuperação de cobre e minimizando os impactos ecológicos. A tecnologia de ponta utilizada em Tetelo possibilita um ciclo produtivo otimizado, desde a extração até o concentrado final com 35% de teor, provando que é possível aliar produtividade e sustentabilidade.

A Mina de Tetelo representa uma nova era da engenharia mineira em Angola mais autônoma, mais científ**a e mais comprometida com o futuro. Essa visão inclui a formação de profissionais locais, a transferência de conhecimento e o fortalecimento da capacidade técnica do país. Assim, a engenharia mineira deixa de ser apenas uma profissão técnica e se transforma em um instrumento de soberania, inovação e transformação econômica para Angola.
O impacto da Mina de Cobre de Tetelo, que f**a em Maquela do Zombo, na província do Uíge, vai muito além da simples exploração mineral. Ela se destaca como um verdadeiro motor de transformação econômica, tecnológica e social em Angola. Com um investimento de 305 milhões de dólares norte-americanos, este projeto, conduzido pela Shining Star Icarus (SU), Limitada, representa um grande avanço na aplicação da Engenharia de Minas moderna, impulsionando a industrialização e a diversif**ação da economia nacional.

IMPACTOS

Do ponto de vista econômico, a mina promete criar milhares de empregos, tanto diretos quanto indiretos, dando um novo fôlego à economia local e ajudando a fixar jovens qualif**ados na região. O aumento das receitas fiscais e cambiais, resultantes da exportação do concentrado de cobre, será um grande impulso para a balança econômica do país, fortalecendo a posição de Angola no mercado internacional de metais estratégicos.

Em termos tecnológicos e científicos, a mina traz práticas inovadoras de extração, beneficiamento e recuperação metalúrgica, com uma impressionante eficiência de 92%. Isso demonstra um domínio de técnicas avançadas de engenharia, automação e controle de processos. Esse progresso não só consolida a capacidade técnica nacional, mas também estimula o desenvolvimento de programas de pesquisa e formação voltados para uma mineração sustentável e para a metalurgia do cobre.

No aspecto social e ambiental, o projeto de Tetelo tem o potencial de melhorar a qualidade de vida das comunidades ao redor, por meio da criação de infraestruturas, formação técnica e um compromisso com a responsabilidade ambiental. O modelo de gestão adotado prioriza a preservação dos ecossistemas locais, o uso consciente dos recursos naturais e o cumprimento das normas de segurança e sustentabilidade internacional.

A Mina de Cobre de Tetelo representa um renascimento para o setor mineiro metálico em Angola, servindo como um exemplo claro de como a Engenharia de Minas pode impulsionar o desenvolvimento

PARA QUE SERVE O COBRE ?

O cobre (Cu) é um dos metais mais versáteis e essenciais da nossa civilização moderna, desempenhando um papel crucial em praticamente todos os setores tecnológicos e industriais. Graças às suas propriedades físicas e químicas — como a excelente condutividade elétrica e térmica, alta resistência à corrosão, maleabilidade e durabilidade — o cobre é fundamental para o avanço tecnológico, energético e econômico das sociedades contemporâneas.

Na indústria elétrica e eletrônica, o cobre é simplesmente insubstituível. Ele é utilizado na fabricação de cabos elétricos, motores, transformadores, geradores e sistemas de transmissão de energia, garantindo eficiência e segurança no transporte de eletricidade. Seu uso também é vital em dispositivos eletrônicos, como computadores, celulares e sistemas de comunicação, onde o metal assegura o funcionamento confiável dos circuitos e componentes internos.

Na construção civil, o cobre é amplamente empregado em tubulações, sistemas de aquecimento, refrigeração e encanamento de água, devido à sua resistência à corrosão e às suas propriedades antimicrobianas. Além disso, é utilizado em revestimentos arquitetônicos, conferindo durabilidade e um toque moderno às estruturas.

CONCLUSÃO.

A Mina de Cobre de Tetelo representa muito mais do que um empreendimento mineiro — é o símbolo de uma nova era de soberania tecnológica, industrial e económica para Angola. Situada em Maquela do Zombo, província do Uíge, esta operação marca o renascimento do sector mineiro metálico nacional, provando que o país possui capacidade técnica, recursos humanos qualif**ados e visão estratégica para competir no cenário global.

A Engenharia de Minas assume aqui o seu papel de pilar do desenvolvimento sustentável, unindo ciência, inovação e responsabilidade social. Cada tonelada de minério extraída e processada traduz-se em emprego, formação técnica, progresso regional e fortalecimento da economia angolana. O cobre, mais do que um metal, torna-se símbolo de energia, transformação e independência industrial.

Com tecnologia moderna, planeamento rigoroso e compromisso ambiental, Tetelo demonstra que é possível produzir com eficiência e respeitar o meio ambiente, construindo um legado duradouro para as futuras gerações. Este projecto consolida Angola como referência africana em engenharia mineira moderna, com uma visão voltada para a autossuficiência produtiva e criação de valor dentro do território nacional.

A Mina de Tetelo não é apenas um investimento — é a materialização da força, da inteligência e da ambição angolana em transformar o subsolo em futuro.

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