História do STIEMNFOPA
25 anos de luta em defesa dos direitos e por mais conquistas pra os trabalhadores da mineração. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Extração de Minerais não Ferrosos – STIENMNFO foi fundado no dia 27 de julho de 1989, após uma contínua organização de lutas dos trabalhadores da Mineração Rio do Norte (MRN), em Porto Trombetas, distrito do município de Oriximiná, n
a região do Oeste do Pará. Desde o início das operações a MRN em 1979, os trabalhadores eram representados pelo Sindicato Trabalhadores nas Indústrias Extrativas do Pará e Amapá (STIEPA), com sede em Macapá/AP.
1986 – Delegacia Sindical em PTR
Em 1986, Manoel Ataíde Gomes, funcionário da MRN, foi eleito pelos trabalhadores da MRN o delegado de base do STIEPA em Porto Trombetas. Porém, a distância entre a sede do Sindicato no Amapá e a delegacia sindical em Porto Trombetas, dificultava o atendimento das reivindicações dos trabalhadores.
1989 – Eleição da primeira diretoria
Em março de 1989, houve a eleição para a escolha da nova diretoria do Sindicato em Macapá, e as chapas de situação e oposição queriam o apoio decisivo dos trabalhadores da MRN. Para apoiar a chapa da situação, a categoria reivindicou a vice presidência, cinco cargos na diretor e compromisso de iniciar o processo de criação do sindicato dos trabalhadores com abrangência no município de Oriximiná (PA). Com a eleição da chapa, o acordo foi cumprido e no dia 27 de julho de 1989 foi realizada, em Porto Trombetas, a primeira assembleia que autorizou a criação de uma Diretoria Provisória, com mandato de três meses, com a função de preparar o estatuto do STIEMNFO, com abrangência no Município de Oriximiná. Concluído o processo de desmembramento, foi criada a Comissão Provisória para organizar a eleição da primeira diretoria do STIEMNFO, através do voto secreto. O pleito ocorreu em outubro de 1989, com a eleição da chapa encabeçada por Manoel Ataíde Gomes, que se tornou o primeiro presidente do STIEMNFO.
1990 – Greve na MRN
Em 1990, após a implantação do Plano Collor, os trabalhadores da MRN iniciaram as negociações da Data Base reivindicando reposição do índice da inflação, de 84.32% (oitenta e quatro, trinta e dois por cento), mas
MRN negou qualquer recomposição do poder aquisitivo dos salários. A categoria sofria com as perdas salariais e também com a inflação galopante, e em maio de 1990 os trabalhadores realizaram uma assembleia de deliberou pelo inícioda greve por tempo indeterminado. A MRN buscou em Carajás os funcionários da Companhia Vale do Rio Doce para operar seus equipamentos, e o Sindicato pediu a interferência da Delegacia Regional do Trabalho para constatar a ilegalidade que a empresa estava cometendo, mas quando a fiscalização chegou em Porto Trombetas a MRN escondeu os trabalhadores da Vale na mata e os fiscais não conseguiram comprovar a ação ilegal da empresa. A greve se fortaleceu, paralisando mais de 80% das atividades da MRN, e a empresa pediu a intervenção do Batalhão de Choque da Polícia Militar da cidade de Santarém. Os policiais, fortemente armados, chegaram em aviões lotados, mas os trabalhadores não se intimidaram e, em alguns momentos tensos, quase houve confrontos. Após 11 dias de intensa luta, a greve terminou com a demissão de 96 trabalhadores,mantendo um clima tenso entre a MRN e o Sindicato.
1993 – Novas eleições
Novas eleições foram realizadas em 1993,e Manoel Ataíde Gomes foi reeleito presidente do Sindicato para cumprir o mandato até 1997, tendo vice o José Assis.
1994 – luta contra a carestia
Em Porto Trombetas havia um único supermercado com preços abusivos em relação aos praticado em outros comércios de Oriximiná. A preocupação com o custo de vida mobilizou a categoria e, em 1994,o Sindicato realizou um grande protesto contra o monopólio comercial, que resultou na autorização da MRN para outros estabelecimentos se instalar em Porto Trombetas, garantindo a concorrência e mais opções de produtos. Sindicato na Confederação
Com uma atuação sindical combativa, o presidente do STIEMNFO, Ataíde Gomes foi eleito coordenador geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Setor Mineral (CNTSM), e novas eleições foram realizadas em 1997, que elegeu como presidente da entidade José Assis, reeleito nos pleitos que se seguiram até o final do seu mandato em 2009. Renovação Sindical
A Chapa de Oposição venceu as eleições realizadas em novembro de 2012, com a seguinte composição:
Jair Cohen - Coordenador Geral
Antônio Basílio ( Mineirinho ) – Diretor Administrativo
Jorge Agra – Diretor Administrativo
Edmilson – 1º Tesoureiro
Eliomar Santos – 2º Tesoureiro
Ivaldo ( Pau Preto ) Diretor Social
Valdeli ( Preta ) Diretora Social e do Meio Ambiente da CNQ-CUT
João Evangelista – Diretor Social
Raul Barros – Diretor de Formação
Wilson Oliveira – Diretor de Formação
Ronaldo Monte – Diretor de Comunicação
Anderson Ferreira – Diretor de Comunicação
Pedro Frois – Diretor de Segurança e Saúde
Sílvio Santiago – Conselho Fiscal
Jaimes D’na – Conselheiro Fiscal
José Melo ( Faro ) - Conselho Fiscal
Wendel Rodrigues – Diretor de Segurança,
Saúde e Meio Ambiente
Ernandes Pereira – Delegado Sindical em Juruti - substituído
Jamerson Souza – Delegado Sindical em Juruti
Jefferson Porcinio (Tomate) - Delegado em Juruti substituto
2012 – Sob nova direção
A nova diretoria do STIEMNFO de início à uma gestão sindical combativa, com a realização de diversas campanhas em defesa dos direitos e por mais conquistas para os trabalhadores da Alcoa, MRN e das empresas terceirizadas. Em 27 de novembro de 2014 diretoria realizou uma assembleia que alterou o Estatuto, oficializando a extensão da sua base de representação sindical para toda a região Oeste do Pará.